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Tajani é candidato de Berlusconi para dirigir governo italiano

O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, apresentou-se nesta quinta-feira (1) como candidato para dirigir o governo italiano em caso de vitória da coalizão de direita nas legislativas do próximo domingo, cumprindo o desejo do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

“Agradeço ao senhor Berlusconi por seu ato de estima comigo. Esta noite dei a ele minha disponibilidade para servir à Itália. Agora toda decisão adicional pertence a nossos concidadãos e ao presidente da República”, tuitou Tajani.

Em uma intervenção com cobertura televisiva, Berlusconi disse estar “feliz” de revelar a “boa notícia”: Tajani “deu sua disponibilidade para dirigir o próximo Governo de centro direita”.

O antigo magnata dos meios de comunicação, líder do Forza Italia (centro direita) e da coligação com dois partidos de extrema direita – Liga Norte e Irmãos da Itália – não pode ser primeiro-ministro até 2019 devido a uma condenação em 2013 por fraude fiscal.

Berlusconi liderou nesta quinta-feira uma manifestação de unidade de sua heterogênea coligação, com um encontro em Roma com o xenófobo Matteo Salvini (Liga Norte) e a pós-facista Giorgia Meloni (Irmãos da Itália).

Mas Salvini não oculta seu desejo de converter a Liga Norte na maior força da coligação para poder dirigir um futuro governo, uma possibilidade de aterroriza a Europa e colocaria a Itália nas mãos da extrema direita.

Sobre as divergências, Berlusconi declarou que “se não houvessem diferenças entre nós, não seríamos uma coligação e sim um só partido”.

“Nas eleições de 4 de março há apenas duas opções: ou vence a centro direita ou será o caos”, advertiu Meloni.

Apesar de ser pouco provável que a coligação de direita obtenha a maioria absoluta, devido ao complexo sistema eleitoral, é possível que obtenha um bom resultado, como ocorreu em novembro nas eleições regionais da Sicília.

Desde o início da campanha, o pacto da direita tem mostrado divisões entre a linha moderada e pró-europeia de Berlusconi e a posição xenófoba de Salvini e Meloni, dispostos a ignorar o limite de déficit imposto pela União Europeia de 3% do Produto Interno Bruto.

Seja sobre euro, União Europeia, impostos ou reforma da Previdência, cada um dos três líderes têm seu próprio ponto de vista e as divergências são evidentes.

O denominador comum é um programa geral que prevê a introdução de um imposto único, o fechamento das fronteiras para os imigrantes, a expulsão dos imigrantes em situação ilegal e uma reforma da Previdência.

Enquanto a direita se apresenta como uma alternativa real, o líder do Movimento Cinco Estrelas (M5E), Luigi Di Maio, divulgou nesta quinta-feira os nomes para um eventual futuro governo, que teria à frente o jovem Luigi Di Maio, 31 anos, um rosto moderado do partido antissistema.

Segundo as últimas pesquisas, o M5E será o partido mais votado individualmente, mas sem superar os 40% dos votos. (AFP)

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