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Droga apreendida no aeroporto 4 de Fevereiro avaliada em 400 mil milhões de Kwanzas

A droga apreendida domingo, no Porto Comercial de Luanda, pelas autoridades angolanas, está avaliada em cerca de 400 mil milhões de kwanzas, revelou nesta sexta-feira, à Angop, o director da Interpol em Angola, Destino Pedro.

O responsável esclareceu que depois de feitos os testes finais concluiu-se tratar-se, efectivamente, de cocaína pura cujas quantidades confirmadas rondam as 467. 4 quilogramas.

Informou que esta é a maior apreensão de droga uma vez feita no país. A última data de 2004, também apreendida no Porto Comercial de Luanda, e que atingiu perto de 400 quilos.

O responsável sublinhou que, desde aquela altura, as apreensões variam entre 30 e 80 quilos, com duas a três apreensões por semana, sobretudo, no Aeroporto Internacional “4 de Fevereiro”.

Destino Pedro disse que o preço da droga oscila de mercado para mercado, a nível internacional, mas ronda, em média, entre 10 a 50 mil dólares o quilo.

O director da Interpol em Angola não confirmou nem desmentiu que o destino do produto fosse Angola mas, de qualquer forma, observou que, ainda que fosse, o mesmo não seria consumido todo em Luanda devido as quantidades exorbitantes.

O país, referiu, não possui grandes consumidores de droga, comparado a outros mercados africanos, constituindo-se, apenas, num ponto de passagem de grande parte dela.

Questionado sobre os seus proprietários, o responsável disse que é uma matéria processual e, como tal, sigilosa, mas que as investigações prosseguem, tipificando-o como um crime organizado.

Destino Pedro reputou de “preocupante” o narcotráfico em Angola, uma vez que o consumo de droga vai aumentando, facto que o atribuiu ao crescimento económico do país.

Em sua opinião, este fenómeno é muito mais preocupante, porquanto leva ao branqueamento de capitais e está associado a outras práticas criminais.

Por este facto, o director da Interpol em Angola, considera que deve-se redobrar os esforços no sentido de empreender um combate cerrado a esta prática.

O navio que transportava a droga era proveniente da República Federativa do Brasil e a sua apreensão, no domingo, só foi possível graças a uma coordenação internacional entre várias agências policiais, bem como o Serviço de Investigação Criminal em Angola (SIC) por intermédio do Gabinete da Interpol. (Angop)

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