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OCDE eleva previsão de crescimento do PIB do Brasil de 1,9% para 2,2% em 2018

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) apresentou hoje um quadro mais otimista sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2018, elevando as suas projeções de alta de 1,9% para 2,2%.
OCDE eleva previsão de crescimento do PIB do Brasil de 1,9% para 2,2% em 2018
A estimativa consta na “Pesquisa Económica OCDE Brasil 2018”, que também aumentou a previsão de alta na produção de riquezas do país em 2019, de 2,2% para 2,5%.

Para a OCDE, após cair por oito trimestres consecutivos, a Economia brasileira voltou a crescer a um ritmo de 1,1% em 2017, quando o Governo conseguiu dar “sustentabilidade fiscal” e fazer “diversas reformas estruturais que melhoraram a confiança e os indicadores de curto prazo”.

Entre os indicadores de curto prazo que melhoraram está a inflação anual do Brasil, que este ano deve ter um reajuste médio de 3,9%, e em 2019 terá uma previsão de 4,2%, segundo o estudo.

Entre os indicadores macroeconómicos do relatório da OCDE para 2018 e 2019 consta a previsão de recuperação dos investimentos, que fecharam 2017 com uma queda de 2,5, e devem ter uma subida nos anos em previsão, respetivamente de 2,5% e de 2,7%.

As projeções para as exportações brasileiras indicam um avanço de 5,9% e de 4,5%, respetivamente, enquanto as importações devem crescer 5% e 3,4%, no mesmo período de 2018-2019.

O documento de 173 páginas produzido pela OCDE sobre o Brasil nota que o bom desempenho da Economia depende da implantação de uma parte substancial dos projetos de reformas estruturais, como, por exemplo, a reforma fiscal e de projetos que visam garantir a estabilização da dívida pública.

Assim, a organização foi taxativa ao afirmar que “a incapacidade de implantar as reformas planejadas, por exemplo, o muito necessário ajuste fiscal” e “se o novo teto de gastos [que congelou os gastos públicos do Governo brasileiro por 20 anos] não for seguido, uma dinâmica fiscal insustentável poderia reduzir a confiança e disparar a volta da recessão”.

Em particular, o organismo internacional mencionou como risco a não aprovação de uma reforma no sistema de pagamento de pensões, considerada uma iniciativa vital para cumprimento da lei que limitou os gastos do Governo brasileiro.

O levantamento também frisou que o défice primário do Brasil de 1,7% do PIB (dezembro de 2017) está bastante abaixo do excedente primário necessário para estabilizar a dívida pública do país no médio prazo, estimada em cerca de 2% do PIB.

A OCDE projetou que o Brasil terá um défice primário de 2,3% em 2018 e de 1,8% em 2019.

A dívida do setor público do país também deve crescer para 77,1% do PIB em 2018 e 81,1% do PIB em 2019. (Sapo 24)

por Lusa

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