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Existem violação dos direitos do trabalhador – denuncia UNTA

Em muitas empresas têm havido violação dos direitos do trabalhador e muitos dos sindicalistas se mantêm em silêncio por incompetência ou medo não conseguem enfrentar a direcção de empresa, denunciou hoje (quinta-feira), em Luanda, o secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores (UNTA) – Confederação Sindical, Manuel Viaje.

Segundo o responsável, que falava durante a palestra sob o tema “questões actuais do associativismo sindical”, que serviu de abertura da jornada comemorativa ao 1º de Maio (Dia dos trabalhadores) e simultâneo com o Março mulher, “o sindicalista não pode pedir favores à entidade empregadora, não pode pedir permissão para recrutar trabalhadores a fazerem parte do sindicato, e nem pode pedir autorização para reunir com os associados, a não ser que o encontro se realiza numa das salas da referida empresa, ao contrário, não espera permissão”.

Esclareceu ainda que a associação sindical teve um papel importante em ajudar a manter as empresas num período pós-independência.

Adiantou que no próximo dia 1 de Maio, a marcha será sobre a estagnação da via social, económica e financeira dos angolanos, tendo em conta ao baixo salário, o elevado custo de vida e o desemprego.

Por sua vez, o palestrante Evaristo António, membro da UNTA – Confederação Sindical, revelou que há sindicatos que estão em conflito com os trabalhadores em Luanda, por causa do mau relacionamento que existe entre ambos e, tem sindicalistas que não têm expressão nas empresas.

“Existe mau relacionamento entre o sindicato e os trabalhadores nas empresas, em Luanda, onde alguns funcionários recusam fazer parte da sindicância, alegando que estes não resolvem os problemas dos associados e outros invocam salário baixo.

Sublinhou que o trabalhador deve sempre reclamar os seus direitos, de acordo com a Lei, e o sindicato tem que defender sempre os interesses do associado, e não pode estar à favor da direcção da empresa.

Evaristo António acrescentou que o sindicalista que não enfrenta a direcção da empresa para resolver os problemas dos associados, não deve fazer parte do sindicato.

Por outro lado, a secretária geral da União dos Sindicatos de Luanda (USL), Filomena António Soares, lamentou que nas empresas há mais deveres do que direitos dos trabalhadores.

Por esta razão, Filomena Soares chamou a atenção aos sindicalistas nas empresas a defenderem sempre os direitos dos associados, e apelou os sindicatos a continuarem a desempenhar o seu verdadeiro papel de interlocutores dos trabalhadores junto da entidade patronal.

Teresa Cassombe, membro do Comité Nacional da Mulher Sindicalizada, enalteceu o empenho demonstrado pela mulher em prol do desenvolvimento do país, do continente e do mundo em geral.

A propósito da jornada Março-Mulher, a responsável afirmou que a classe feminina no país está cada vez mais actuante e ocupar lugares de destaque a nível do governo, educação, cultura, desporto e outros sectores vitais para o crescimento do país, e que a mulher está a se esforçar mais na sua auto-superação profissional e académica.

Apesar desses avanços, reconheceu haver necessidade da sociedade conceder mais oportunidades para que a mulher continua a prestar o seu contributo activo no desenvolvimento do país.

Exortou às mulheres a prosseguirem os seus objectivos profissionais e académicos com coragem e sacrifício, evitando a prática de más acções como a prostituição, o aborto, o alcoolismo, a criminalidade entre outras acções reprováveis social e moralmente. (Angop)

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