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Síria: o palco de todos os confrontos

A Turquia ataca os curdos que se encontram na Síria, o Irão e Israel combatem no seu território. Depois do Daesh, a Síria parece ser o imane de todas as guerras no Médio Oriente.

O exército sírio prepara para os próximos dias uma ação militar na região de Afrin, respondendo desta forma às investidas que a Turquia tem mantido contra forças curdas. A informação é avançada pela agência Reuters, citando um oficial curdo que se encontra no terreno.

Os curdos de Afrin, no noroeste da Síria, já tinham apelado à intervenção do exército sírio para defender as fronteiras do país dos militares turcos, que iniciaram operações contra aqueles grupos desde 20 de janeiro – dando lugar a uma série de apelos à retirada, nomeadamente por parte da ONU.

De acordo com as autoridades turcas, foram eliminados mais de 1.500 combatentes, entre os quais combatentes curdos e os terroristas do autoproclamado Estado Islâmico – o que a comunidade internacional tem dúvidas que possa ser verdade, dado que a intervenção das milícias curdas foi considerada fundamental no controlo das atividades do Daesh tanto na Síria como no Iraque.

A intervenção turca na região era já algo que a comunidade internacional antecipava: com o problema do Daesh prestes a resolver-se, era altamente provável que o regime de Ancara quisesse regressar ao assalto às posições curdas, o que acabou por acontecer.

Paralelamente, a Síria é para já o palco do confronto militar entre as forças iranianas e as tropas israelitas – confronto que, aliás, tem vindo a ganhar forma, uma vez que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já disse aos responsáveis de Teerão que está pronto para pegar em armas se o Irão mantiver os ataques ao seu país.

No meio destas duas frentes, a Síria é ainda um dos palcos mais óbvios dos desentendimentos entre a Rússia e os Estados Unidos. A Rússia acusa a Casa Branca de estar a usar a questão curda como forma de desmembrar a Síria – ou, pelo menos, de estar a fazer tudo para manter no ativo os grupos que são declaradamente contra o regime de Bashar al-Assad, tal como sucedeu imediatamente antes do início da guerra contra o Daesh.

Mais uma movimentação, aliás, que a comunidade internacional antecipou: al-Assad não é, para o ocidente, alguém que surja como o parceiro certo para encaminhar o Médio Oriente para uma situação sustentável. O problema é que a Rússia tem um entendimento diverso, e apoia abertamente o regime sírio.

Ainda ontem, Sergey Lavrov, ministro russo dos Negócios Estrangeiros, disse numa conferência a decorrer em Moscovo: “Peço novamente aos nossos colegas norte-americanos para não brincarem com o fogo, para pesarem cada um dos seus passos, começando não pelas necessidades imediatas da situação política, mas pelos interesses do povo sírio, e de todos os povos da região, incluindo, claro, os curdos”. (Jornal Económico)

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