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Políticos catalães recusam tomar parte em recepção formal a Filipe VI

Foi a primeira vez que o rei esteve em Barcelona depois do referendo à independência, a 1 de outubro. Puigdemont, por seu turno, está à espera de um pedido de desculpas de Filipe VI. O governo de Rajoy já deplorou os acontecimentos.

O rei Filipe VI de Espanha esteve, este fim de semana, pela primeira vez em Barcelona, desde que a 1 de outubro a autonomia promoveu o referendo sobre a independência, considerado ilegal pelo governo central, e o mínimo que se pode aferir da leitura da imprensa espanhola é que a tensão entre os dois lados da barricada não cedeu um milímetro.

Ada Calau, alcaide de Barcelona em representação de uma frente de esquerda onde está o Podemos, e Roger Torrent, militante da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC, independentista) presidente da Mesa do parlamento catalão, não quiseram tomar parte na cerimónia de receção protocolar ao monarca.

De imediato, o governo de Mariano Rajoy considerou “deplorável” a atitude “irresponsável e sectária” dos dois responsáveis políticos – que não foram os únicos a não quererem encontrar Filipe VI na receção – uma espécie de boas-vindas formais à mais alta figura da hierarquia espanhola. E ameaçou que Barcelona pode sair do radar das grandes realizações espanholas com cariz internacional: em causa estava o Mobile World Congress ( MWC), que o rei inaugurou, com uma fonte do governo citada pelo “El Pais” afirmar que a atitude dos dois políticos catalães “coloca em risco que Barcelona possa continuar no futuro a albergar um evento global de tal importância“.

O governo lembra que, na edição MWC de 2017, 108 mil pessoas de 208 países visitaram a feira, em que participaram mais de 2.300 empresas, o que permitiu agregar um impacto económico da ordem dos 465 milhões de euros e a geração de mais de 13 mil empregos nos dias da feira e nos dias anteriores.

A entidade organizadora do congresso, a GSMA, recordou que tem um acordo em vigor com a cidade de Barcelona para aí realizar a Mobile World Capital até 2023, tal como já tinha feito antes – em outubro, no auge da crise.

Momentos antes de o considerar irresponsável a atuação dos políticos catalães, o candidato de JxCat à presidência da Generalitat, Carles Puigdemont, pronunciou-se sobre a decisão da Colau e de Torrent, tendo dito que “o rei Felipe VI será bem-vindo à República da Catalunha como a mais alta autoridade da Espanha quando se desculpar pelo seu papel inconstitucional em outubro passado”.

Em 3 de outubro, dois dias depois do referendo, o rei fez um discurso muito duro sobre a crise entre a Catalunha e Madrid, que foi entendido por alguns setores independentistas como uma verdadeira humilhação. Filipe VI esteve sempre inequivocamente ao lado de Rajoy e criticou duramente quem pretendia de forma inconstitucional promover a dissensão do território – sendo essa, manifestamente, a única posição que a Coroa poderia ter sobre a matéria. (Jornal Económico)

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