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Órgãos ministeriais devem criar estruturas de comunicação eficientes

O secretário de Estado da Comunicação Social, Celso Malavoloneke, aconselhou hoje os departamentos ministeriais no sentido de criarem estruturas de comunicação institucional eficientes, para facilitar o trabalho dos órgãos de imprensa.

O responsável acredita que uma estrutura de gestão de comunicação institucional eficiente resolve mais de 90 por cento dos equívocos que vão surgindo.

Ao falar da “visão jornalística sobre o poder legislativo versus ética e deontologia profissional”, no II encontro com os órgãos de comunicação social, sob a égide do parlamento, entende que a maior parte das vezes que existir equívocos, é porque os profissionais de comunicação institucional não fizeram bem o seu trabalho.

Disse que cabe ao gabinete de comunicação institucional harmonizar as agendas da instituição e aconselhar sobre as melhores horas de realização de cada actividade, em função do horário da mídia.

A propósito, informou que o Ministério da Comunicação Social vai promover nos próximos tempos acções de formação para os responsáveis dos gabinetes de comunicação institucional de vários departamentos ministeriais.

Precisou, por outro lado, que as desavenças que surgem na relação entre o poder legislativo e o chamado quarto poder (mídia), podem ser dirimidas a contento, no quadro do compromisso absoluto e inalienável com o cidadão, com a nação e com os valores ligados à humanidade.

A seu ver, as contradições resultantes de uma interacção, algumas vezes “apimentada” entre a mídia e a Assembleia Nacional, não devem assustar ninguém e devem ficar naquela contradição que gera o desenvolvimento e fortalece a nação.

Redes Sociais criaram fenómeno devastador para os jornalistas

As redes sociais estão a tornar o papel do jornalista quase irrelevante, disse o secretário de Estado da Comunicação Social, Celso Malavoloneke, para quem o fenómeno tem as suas vantagens e desvantagens.

“A vantagem nisso é a tal dita democratização da informação. A informação tornou-se democrática, ou seja, hoje em dia cada cidadão pode gravar um vídeo no seu telemóvel e ter o mesmo impacto que a televisão”, atesta.

A grande desvantagem, segundo o prelector, é que o cidadão comum que hoje exerce papel de “jornalista”, por via do seu telemóvel ou computador, não tem a preparação técnica nem o compromisso moral com a ética e deontologia profissional.

Nota que a sociedade não se pode dar o luxo de conviver com instrumentos que não estejam regulados, porque isso cria problemas de relacionamento entre os indivíduos.

O certame, em que participam profissionais da comunicação social (públicos e privados), deputados e funcionários parlamentares, aborda, entre outros temas, a visão jornalística sobre o poder legislativo versus ética e deontologia profissional, o processo legislativo e as terminologias parlamentares, bem como a relação entre o parlamento e o Executivo à luz da Constituição da República.

Conta com prelectores renomados, entre os quais Celso Malavoloneke, secretário de Estado da Comunicação Social, e o deputado Joaquim Reis Júnior, presidente da primeira comissão da Assembleia Nacional. (Angop)

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