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Ministério da Construção e Obras Públicas ‘descobre fórmula’ para pôr fim ao sofrimento dos trabalhadores da ENP

O Ministério da Construção e Obras Públicas já tem solução para a questão dos atrasos salariais de quase 51 meses que vivem os funcionários da Empresa Nacional de Pontes (ENP). A solução encontrada é a contratação de uma entidade privada, para o relançamento da instituição, nos próximos dias.

O director de Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério da Construção e Obras Públicas, Samir Kitumba, que anunciou o facto ao Jornal de Angola, revelou que se trata de um acordo com uma empresa chinesa, que terá a missão de pagar a dívida dos técnicos e indemnizar igualmente os trabalhadores que forem despedidos.

“É este expediente que vai assumir o passivo de forma gradual. Os salários estão salvaguardados e as indemnizações dos candidatos a despedimento também”, assegurou Samir Kitumba.
Embora não tenha avançado a data para os pagamentos, o responsável disse que as negociações com a entidade empresarial chinesa decorrem satisfatoriamente, o que abre bons horizontes para os trabalhadores da Empresa Nacional de Pontes.

Samir Kitumba lembrou que, há alguns anos, muitos trabalhadores eram absorvidos pelo Estado por uma questão de responsabilidade social, mas a nova dinâmica da sociedade obriga a que os mais qualificados sejam os preferidos das empresas.

Neste sentido, o director Samir Kitumba avançou que o consórcio vai aproveitar grande parte dos actuais trabalhadores, dispensar outros, aumentar a produção e reduzir os custos, o que vai permitir pagar as dívidas.

Para justificar os atrasos salariais, o director de Comunicação Institucional e Imprensa disse acreditar que os mesmos deveram-se, em parte, à falta de trabalhos para a Empresa Nacional de Pontes , que não era contratada há anos para a execução de obras. Nos últimos tempos, explicou Samir Kitumba, as contratações que surgiam recaíam para pontes metálicas, estas que são da responsabilidade do Instituto Nacional de Estradas (INEA).

“A Empresa Nacional de Pontes só produz pontes de betão ou de grande dimensão, daí a quase paralisação da empresa”, disse o responsável.

Esta situação, na visão de Samir Kitumba, foi motivada por uma certa dualidade de atribuições, uma vez que o INEA, enquanto instituto, também tinha brigadas de execução, quando deveria conceder as obras às empresas específicas de estradas e de pontes.

“Esta dualidade de atribuições fez com que a Empresa Nacional de Pontes perdesse a sua robustez, porque quase não tinha obras para executar”, disse o responsável, acentuando que este é um cenário que o actual ministro da Construção e Obras Públicas quer acabar.

Enquanto isso, os trabalhadores decidiram escrever para o Presidente da República a fim de verem resolvida a situação do atraso salarial e da não adjudicação de obras à empreiteira pública.

O Jornal de Angola apurou que decorre um processo de registo interno dos trabalhadores nas províncias do Huambo, Moxico, Huíla, Benguela e Luanda, tendo em conta a contratação da nova entidade gestora da empresa.

O registo serve para efectuar um novo controlo de trabalhadores com capacidade física e mental para trabalhar, uma vez que o consórcio chinês pretende aproveitar algum pessoal.

Uma fonte ligada à empresa revelou que a empresa pública tem algum dinheiro por receber de pequenas empreitadas feitas um pouco pelo país. A mesma fonte revelou que a verba disponibilizada pelo Ministério das Finanças serviu apenas para saldar 60 por cento da dívida ao Instituto de Segurança Social, no sentido de iniciar, no próximo ano, o processo de reforma de técnicos. (Jornal de Angola)

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