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Governo de Luanda proíbe série de palestras dos “revús” sobre criminalidade

Activistas justificam a iniciativa como forma de ajudar a combater a crescente criminalidade na capital angolana

O Governo de Luanda impediu o auto-denominado Movimento de Jovens Revolucionários, conhecido popularmente por Revús, de realizar uma série de palestras visando ajudar a combater o aumento da criminalidade na capital angolana, prevista para começar ontem, 13.

O movimento viu assim gorada a sua pretensão de, segundo a organização, ajudar as autoridades de Luanda a encontrar soluções para a onda crescente de criminalidade que assola a capital do país.

“Criamos o projecto, mostramos ao Governo Provincial de Luanda, mas infelizmente o governador negou-nos”, revelou Emiliano Catombela, acrescentando que “essas pessoas não precisam da nossa ajuda, vamos procurar outras formas de ajuda porque na verdade quem mais morre nesta onda de criminalidade são os nossos irmãos, filhos dos camponeses porque os filhos deles estão nas Europas e Américas, para quando regressarem voltarem a governar esta população, a quem é negado emprego, escola e que entra na criminalidade.

Catombela alerta que muitos jovens licenciados não têm emprego, mas “o Governo ainda vai buscar estrangeiros para virem dar aulas em Angola, em detrimento dos angolanos, como ficam esses licenciados?”, pergunta.

“Vão engrossar o mundo de desempregados, nos só queremos ajudar pelo menos a diminuir isso”, concluiu o “revú”, que lamenta a decisão do governador Adriano Mendes de Carvalho.

O jurista Ekundi Chissolukombe, um dos convidados a ministrar a palestra, diz não perceber o Governo.

“Um trabalho que eu vislumbrava interessante e positivo que pode ajudar a tirar da delinquência milhares de jovens, mas é com profunda consternação que me apercebi do indeferimento do Governo de Luanda a esta acção na qual estávamos envolvidos para dar o nosso contributo”, lamenta Chissolukombe, para quem “isto vem mostrar que este Governo não tem vocação para servir o homem mas sim uma inclinação dolosa que visa o enriquecimento ilícito e longe de atender os valores da sociedade”.

A série de palestras pretendia cobrir sete municípios de Luanda. (Voa)

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