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Cortes de energia em Luanda até ao final do ano

Os cortes de energia eléctrica em Luanda vão continuar até ao final deste ano devido a saturação e sobrecargas em algumas subestações. A informação foi avançada ontem, pelo director da Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE).

Pedro Dindanga, director da ENDE das províncias de Luanda e Bengo, explicou, em conferência de imprensa as razões e os danos causados pelo corte de energia eléctrica registado durante a noite de terça-feira até a madrugada de quarta-feira, na capital do país, o que deixou mais de 200 mil famílias privadas do fornecimento de energia.

“Houve alguma perturbação no sistema que originou cortes parciais devido ao mau tempo em quatro subestações, que atendem as zonas da Filda, Cazenga, Capolo, Camama, Benfica, Nova Vida, Centralidade do Kilamba, Maianga e Samba, sem registo de danos humanos”, disse.

O corte foi registado no período entre às 21 horas até a uma hora da madrugada de ontem. O responsável garantiu que a reposição está ser feita de forma paulatina.

Reforçou que em função das chuvas, houve também a necessidade de se desligar 30 linhas de distribuição, a pedido da população
por questões de segurança. Antes de voltar a ligar esses circuitos, está a ser feito um trabalho de inspecção e neste momento já foram repostas 15 linhas. A inspecção continua a ser feita.

Investimentos na distribuição

O director da ENDE explicou que estão a ser construídas nove subestações, que vão resolver o problema de algumas linhas que apresentam saturação e sobrecargas.

Luanda tem cerca de 255 linhas de distribuição, destas 89 estão identificadas para sofrerem uma intervenção ou reabilitação. Pedro Dindanga explicou que 75 por cento da produção de energia eléctrica no país está concentrada em Luanda, isso significa que os maiores investimentos vão ser realizados na capital, apesar de que as províncias de Benguela, Uíge, Zaire Cabinda, e Huambo também estão a beneficiar de reparações nas linhas que causam perturbações no sistema.

O director informou que Luanda possui 52 instalações primárias na rede de distribuição que é suportada por alguns postes de seccionamento e transformação.

O enquadramento do novo modelo de mercado do sistema eléctrico do país é constituído pela Prodel que cuida da produção, RNT (Rede Nacional de Transportação) e a distribuição fica à cargo da ENDE.

As nove subestações em Luanda começaram a ser construídas em Dezembro do ano passado e terão a duração de 12 meses. Até ao final de 2017, Luanda tinha um défice de 16 por cento, mas em Janeiro essa situação foi corrigida, apesar de existirem zonas que têm sofrido algumas restrições e ficam privadas de energia eléctrica no período das 18 às 22 horas, devido à saturação.

O director informou que a taxa de electrificação de Luanda está na ordem dos 45 por cento, mas adiantou estar em curso a instalação de mil postos de transformação para corrigir estes cortes, “para que pelo menos até 2025 cheguemos aos 60 por cento”.

Salientou que a expansão dos contadores pré-pagos em Lunada continuam em curso. Neste momento, a prioridade é a zona do Camama. A montagem nas centralidades do Kilamba e Sequele já terminaram. O atraso da montagem em algumas zonas tem a ver com a falta de produção dos equipamentos no país, mas a ENDE está fazer investimentos para que até os próximos cinco anos todos os clientes possam beneficiar do sistema de contagem pré-pago. (Jornal de Angola)

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