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Catorze ONG afirmam que eleições no Egipto são uma farsa

Um grupo de 14 Organizações Não-Governamentais (ONG) internacionais afirmou hoje que as eleições presidenciais no Egito, previstas para o final de março, não são livres nem justas.

ara as ONG, estas eleições são “uma farsa no meio de uma onda de repressão dos direitos humanos”.

“Os aliados do Egito devem agora falar publicamente para denunciar estas eleições, que são uma farsa, em vez de continuar o apoio inquestionável a um Governo que preside à pior crise de direitos humanos do país em décadas”, referem as ONG em comunicado.

Entre os signatários do manifesto esta a Human Rights Watch (HRW), a Repórteres Sem Fronteiras (RSF), a Federação Internacional dos Direitos Humanos (FIDH) e a Organização Mundial contra a Tortura (OMCT).

Na declaração conjunta, acusam o Governo de “eliminar sucessivamente” os principais rivais do Presidente Abdel Fatah al Sisi, lembrando que dois deles, os militares Sami Anán e Ahmed Qonsoua, foram presos.

Outro potencial rival de Al Sisi, o ex-primeiro-ministro Ahmed Shafiq, foi “aparentemente colocado sob prisão domiciliária não declarada num hotel até se retirar da corrida”.

Os únicos possíveis candidatos da oposição, o advogado de direitos humanos Jaled Ali e o ex-deputado Mohamed Anwar al-Sadat, renunciaram à disputa da eleição, queixando-se de manipulação governamental e de receio quanto à segurança dos seus apoiantes.

O único candidato rival do atual Presidente nas eleições é Musa Mustafa Musa, líder do Partido Al Gad, que apoia o Governo e que “até o dia anterior ao registo da sua candidatura foi membro de uma campanha para apoiar Al Sisi para um segundo mandato”.

As ONG relataram dificuldades para a supervisão independente das eleições, devido à “atual atmosfera de represálias contra as vozes dissidentes e a crescente repressão contra defensores dos direitos humanos”.

As eleições serão realizadas entre 26 e 28 de março, e Al Sisi, que chegou ao poder após o golpe de Estado em 2013, concorre por um segundo mandato de quatro anos. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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