Antigos soldados da ex-FAPLA também aguardam pela desmobilização

Acusam Forças Armadas de má-fé

Sete centenas de sargentos e soldados não desmobilizados das antigas Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA), antigo braço armado do MPLA, continuam a reclamar pela sua desmobilização.

Eles acusam a cúpula das Forças Armadas de má-fé.

Em 1992, com a assinatura dos Acordos de Paz de Bicesse, o Governo acantonou 736 sargentos e soldados na antiga escola de oficiais Comandante Gika até 1994, de onde foram transferidos para a guarnição de Luanda e em 2011 finalmente form levados para a Unidade Militar no Grafanil, onde se encontram.

Vicente Ferreira, um dos membros do grupo, diz que “por má-fé da chefia das Forças Armadas” não foram ainda desmobilizados, nem têm qualquer direito, mesmo depois de lutarem pelo país.

Outro membro do grupo, José Fernandes de Barros, de 54 anos de idade, preso em 2012 por encabeçar um grupo de militares que exigiam a sua desmobilização, afirma não haver interesse por parte das autoridades angolanas em desmobilizar os militares.

E avisa que “32 já morreram”.

Recorde-se que o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), general Geraldo Sachipengo Nunda, garantiu que este ano não haverá desmobilização de militares por falta de verbas. (Voa)

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