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Noémia Prada expõe pintura

“Retalhos” é o título da primeira exposição individual de pintura da artista plástica portuguesa Noémia Prada em Angola, que foi inaugurada ontem, às 18h30, no Camões – Centro Cultural Português, em Luanda.

Entre os quadros, cujos motivos nos remetem aos trabalhos dos mestres do abstraccionismo, e do expressionismo alemão, a pintora enfatiza a mistura e a combinação de cores, ultrapassando o aspecto formal da composição pictórica.

Na exposição, que fica patente até 20 de Março, Noémia Prada reúne 14 trabalhos inéditos de pintura e um políptico composto por 25 quadros de pequena dimensão. Todas as obras são inéditas e foram produzidas em acrílico sobre tela.

Segundo a artista “as obras são pedaços de cor, mas também de sombra. Há painéis vibrantes com explosão de cores e outros mais melancólicos”. A sua principal fonte de inspiração para este trabalho foram os azulejos e mosaicos portugueses,
inseridos na cultura portuguesa pelos árabes, no século XV.

Ao lado tradicional do azulejo, a artista adicionou a modernidade da pintura abstracta. A exposição é “um painel imenso de cores, momentos e sensações. Um mosaico de movimento, um “patchwork” de emoções.”

Noémia Prada começou a desenhar e pintar muito cedo, sendo o que se pode chamar de autodidacta. “Foi com a prática, com os inúmeros trabalhos que fui realizando ao longo de mais de vinte anos, que desenvolvi a parte técnica da pintura e do desenho”, lembra. Durante estes anos, a pintora já recorreu a múltiplos materiais e técnicas.

Actualmente, o acrílico é o seu meio de eleição. “A minha forma de pintar é pouco ortodoxa. Muitas vezes, não uso cavalete, pinto no chão. Tanto uso pincéis, como esponjas, panos, metal, plástico, para conseguir os efeitos que procuro”, revelou.
Normalmente, não faz esboços dos quadros. “A sequência vai-me indicando o caminho a percorrer à medida que o trabalho vai avançando. É como se o próprio quadro me pedisse uma cor ou uma forma”, explicou.

De acordo com a artista plástica, à semelhança da escrita, as artes plásticas são um processo livre e criativo, onde os elementos vão surgindo naturalmente. Nalgumas situações, “planeio e tenho uma ideia clara de como quero que o trabalho resulte, mas, frequentemente, o quadro é autónomo e quase que se desenvolve por si só, sendo o artista apenas um meio. A actual fase é bastante centrada na cor, com primazia do azul e das formas geométricas”.

Noémia Prada nasceu no Norte de Portugal, em Viana do Castelo, em 1969. É licenciada em Comunicação Social, pela Universidade Técnica de Lisboa, e Mestre em Sociologia, pela Central European University de Varsóvia, na Polónia.
Trabalhou como “copywriter” e jornalista. Paralelamente, foi desenvolvendo o seu interesse e gosto pela pintura, à qual se dedica há mais de vinte anos. Apresentou trabalhos nos vários países onde se fixou, designadamente Polónia, Croácia, EUA e, actualmente, Angola.

Isabel Baptista

“Um Dia Por Dia”, de Isabel Baptista, marca o regresso da pintora que inaugura, quinta-feira, às 18h30, no Centro Cultural Português, mais uma exposição individual na qual homenageia as mulheres de todos os tempos e de todos os lugares.

A exposição, aberta ao público até ao dia 22 de Março, é composta por pintura e instalação, cujas obras evocam o universo feminino angolano e não só. A proposta da artista plástica, outrora promotora da antiga galeria Cenárius, na Cidade Alta, marca o seu regresso e contacto com o público amante das artes plásticas, com toda a sua força e energia criadora, atenta às diversas tonalidades das tintas acrílicas e traços da mulher.

A exposição é composta por uma instalação, 11 telas de grandes dimensões, em acrílico e massa de acrílico sobre tela de linho, numa intensidade cromática que entrelaça e a harmoniza das cores quentes com cores frias (verdes, cambiantes, tranquilos de esmeralda e azuis profundos e infinitos).

Neste seu mais recente trabalho, Isabel Baptista não resistiu ao apelo da poesia e envolve palavras poéticas em cada uma das obras, um exercício que, além de não ser novo para ela, revela e reafirma a sua profunda dimensão poética.

Com a última exposição de Isabel Baptista, realizada há três anos, designada “A cor de cor”, a artista apresentou 18 quadros de pintura e uma instalação, na qual presenteou o público com fragmentos de lembrança concretizados em temas diversos, que de comum têm a origem no universo feminino. O vermelho, segundo Isabel Baptista, representa o fogo transbordante de vida, o laranja evoca força e soa como um sino de igreja, o roxo é a cor do luto e o verde é o tom da tranquilidade, despojado de alegria, de tristeza ou paixão. As obras são uma diversidade de objectos que a artista foi guardando em caixinhas separadas por cores. (Jornal de Angola)

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