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Dr. Kulumbimbi Tira Dúvidas: O poder da cura

Muitas pessoas acreditam no poder de cura de plantas. Na metrópole de Angola, Luanda, a regra não é diferente. Basta deslocar-se ao mercado dos Kwanzas, Cazenga, para deparar-se com centenas de pessoas que vendem, e, outras tantas que procuram pós, raízes, folhas, cascas de árvores e até argilas. Não admira, pois, que vendedores de ervas medicinais e terapeutas na província sejam muito procurados.

Um dos terapeutas reconhecidos pela organização dos profissionais de Angola, é o Doutor Kulumbimbi. Procuramos o especialista algures na Via Expressa, sentido Benfica-Cacuaco, para percebermos algumas questões.

De forma aberta e sorridente, muito jovem para a profissão que exerce há mais de 20 anos, Kulumbimbi fez saber que é oriundo de Bakongos, e sente muito prazer em exercer a sua actividade, lembrando que exerce este trabalho desde criança, porque adquiriu o dom muito cedo.

“Mesmo quando ingressei nas forças armadas, já exercia este dom”, disse, sublinhado que cura várias doenças, desde “cabeça aberta, soluço, problema de nascença, impotência sexual, jimbasso, epilepsia e tantas outras doenças”

Há quem duvide da existência da feitiçaria, bruxaria e magia. A verdade é que, aceitando ou não, há famílias que juram de pés juntos, que um determinado familiar e/ou colega, causou a morte a outrem através desta prática.
O nosso entrevistado falou de um dos temas mais ‘badalados’ da nossa sociedade no que a “feitiçaria” diz respeito, o “jimbasso”, também conhecido como “tala”.

“Eu faço tratamentos à base de raízes, plantas e água divina, porque também sou espiritualista, conheço a palavra de Deus, logo, para às pessoas que são afectadas pela bruxaria, através de orações, conseguimos afastar este mal”, garantiu.
Malefícios do feitiço

O especialista fez saber que O jimbasso (tala) é uma infecção grave. “Esta infecção vem através das águas. É o lado da bruxaria. Por exemplo, alguém que tem bom trabalho, e é odiado. A pessoa que odeia compra estas folhas, lança praga em nome da pessoa que odeia e lança para a mesma. A pessoa que vai ser afectada vai sentir apenas uma picada no corpo. Daí cresce uma ferida crónica. Se a pessoa for ao hospital vão pensar que é uma ferida normal, vão amputar a perna ou deduzir que a pessoa sofre de diabetes, na verdade é apenas uma doença tradicional que pode ser curada se o doente procurar a pessoa certa”, explicou.

“Existem vários tipos de talas: de inflamação simples, de feridas e burbulhas”. E, continuou, só as pessoas que sabem curar conseguem diferenciar.

“Há terapeutas que sabem curar problemas de nascença, outros de cabeça aberta, mas, por ganância, existem pessoas que, mesmo não sabendo curar a tala, por exemplo, enganam as pessoas, dizem que podem, mas na verdade só aumentam o problema de quem sofre”, avisou.

“O terapeuta que cura a tala, sabe que primeiro tem que neutralizar a doença, que é tirar as munições (feitiço), e só depois começa com o tratamento tradicional. Findo o mesmo, o paciente deve voltar a medicina convencional para que se administre antibióticos”.

Questionado sobre o tempo que o paciente deve procurar o terapeuta assim que descobrir que “pisou mina”, Kulumbimbi disse que o doente deve procurar o profissional assim que descobrir que não está bem. “Mesmo depois de um mês ou um ano. Tenho recebido pacientes que estão acometidos com tala há dois anos. A tala é punição, o que leva a pessoa a morte é a dor, a pessoa reza, reclama, procura um hospital e não há êxito, perna inflamada, ferida a deitar cheiro, a pessoa começa a ter tensão, isto é o que mata. A tala é apenas uma punição, ela por si só não mata. Há outros métodos, como a morte súbita ou o soluço que é usado pelos feiticeiros para matar”.

O responsável defende uniformização na venda de medicamentos para cura tradicional, nos técnicos e nos pacientes para que se tenha uma associação mais forte.

A clínica do Dr. Kulumbimi está situada na Via Expressa, paragem da Mutamba, junto a empresa Mobiliário Bama. Contacto: 925753982 (Informação/Poder)

por Belchior Resende

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