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Combates em reduto rebelde sírio continuam no segundo dia de trégua

Os combates continuavam nesta quarta-feira na parte rebelde de Ghuta Oriental, apesar da trégua humanitária diária decretada pela Rússia na Síria.

Esta pausa diária de cinco horas – das 09H00 às 14H00 (hora local) – para permitir a entrada de ajuda humanitária e a evacuação de civis do enclave, foi decretada na segunda-feira pela Rússia, grande aliada do regime de Bashar al-Assad. Mas foi imediatamente comprometida pela retomada dos confrontos, com as partes acusando-se mutuamente de violação.

Esta medida foi anunciada dois dias após a votação pelo Conselho de Segurança da ONU de uma resolução pedindo uma trégua de 30 dias em toda a Síria, devastada pela guerra desde 2011.

Depois de uma noite marcada por intensos confrontos na periferia de Ghuta Oriental, a força aérea do regime voltou a bombardear várias localidades no enclave rebelde na manhã desta quarta-feira, onde cerca de 600 civis morreram desde 18 de fevereiro, um quarto de crianças, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

“Como resultado dos intensos bombardeios e combates em Ghuta Oriental, as forças pró-regime conseguiram progredir no terreno, de forma limitada, nas localidades de Hoch al-Zawahira e Chifuniya”, afirmou à AFP o diretor da ONG, Rami Abdel Rahman.

Enquanto os ataques aéreos foram gradualmente interrompidos com a entrada em vigor da pausa humanitária, os confrontos terrestres entre os combatentes da Jaich al-Islam, uma facção rebelde islamita, e as forças leais a Bashar al-Assad continuam, de acordo com a mesma fonte e um correspondente da AFP.

– Rebeldes devem agir –

O setor controlado pelos rebeldes em Ghouta, onde vivem 400 mil habitantes, é a última fortaleza da dissidência perto de Damasco. Esta vasta região foi recuperada em grande parte pelas forças pró-regime nos últimos anos.

Os combates enfraquecem essa trégua parcial decretada unilateralmente por Moscovo, enquanto a resolução 2401 da ONU sobre a cessação total dos combates por um mês em todo o território sírio não produziu nenhum efeito.

Na terça-feira, “morteiros, bombas e barris de explosivos foram lançados no enclave rebelde” pelo regime, matando sete civis, incluindo duas crianças, de acordo com o OSDH.

Por sua vez, a agência oficial síria Sana relatou um morto e cinco feridos na queda de foguetes disparados pelos rebeldes em Damasco. Outros disparos teriam visado um corredor humanitário no setor de Al-Wafidine para impedir que civis deixem o enclave, segundo acusou.

Estas acusações foram retomadas pelo exército russo, que afirmou que os rebeldes lançaram uma “ofensiva” contra as posições pró-regime durante a “trégua”.

“Os militantes (que estão) entrincheirados em Ghuta continuam a bombardear Damasco, bloqueando as entregas de ajuda e a evacuação daqueles que desejam sair”, reiterou o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU.

“A Rússia e o governo sírio já anunciaram a criação de corredores humanitários (…) Agora é a vez dos militantes e seus apoiantes de agir”, acrescentou, sublinhando que Moscovo continuaria a apoiar Damasco para “erradicar a ameaça terrorista”.

Em relação a Ghuta Oriental, “apesar de uma superfície limitada em comparação com outras áreas ainda nas mãos dos rebeldes”, é “uma prioridade para o regime porque é uma afronta à sua autoridade política por sua proximidade da capital”, diz à AFP Julien Théron, especialista em conflitos no Oriente Médio e professor na Sciences Po Paris.

Desde 18 de fevereiro, 590 civis foram mortos, incluindo cerca de 150 crianças, em Ghuta Oriental, de acordo com o OSDH.

O porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tarik Jasarevic, afirmou que sua agência possui uma lista de 1.000 pessoas à espera de evacuação médica de Ghuta, incluindo 600 em um estado “moderado a severo”. (AFP)

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