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Executivo garante financiamento ao sistema nacional de ciência e tecnologia

O Executivo vai dotar o Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia e Inovação de um mecanismo de financiamento, a ser instituído em breve, para que as instituições e actores singulares possam se candidatar à execução de projectos, acções e actividades de suporte ao Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022, anunciou o Presidente da República, João Lourenço.

O Titular do Poder Executivo deslocou-se na manhã desta segunda-feira à cidade de Saurimo, província da Lunda Sul, para uma visita de algumas horas, onde orientou a cerimónia de abertura do ano académico 2018.

Adianta que a falta deste mecanismo de financiamento tem sido um dos maiores constrangimentos da prática da investigação científica em Angola, onde se verifica uma falta gritante de quadros altamente qualificados e com experiência comprovada.

Reconheceu que o que se investe em investigação científica no país está longe do valor mínimo de um porcento do PIB (Produto Interno Bruto), tal como foi recomendado pela UNESCO e adoptado pela SADC.

Para o Presidente da República, os centros de investigação que existem nas universidades e nos departamentos ministeriais devem agregar valores através dos artigos científicos publicados nas revistas de especialidade, bem como na forma de novos produtos, protótipos, inovações e patentes que surgirem.

Informou que o Executivo vai orientar o sector que rege a investigação cientifica para que, em interacção com outros sectores, que trabalhe rapidamente para motivar e atrair os docentes nacionais para a carreira de investigação científica.

Declarou que a investigação científica permite alargar as fronteiras do conhecimento, contribuindo não só para dar resposta as solicitações e necessidades do meio social e económico em que se desenvolve, mas também para garantir a qualidade do ensino.

Para João Lourenço, deve haver, em especial a nível do ensino superior, uma forte ligação entre o processo de ensino e aprendizagem e a investigação, e a transferência de tecnologias e a inovação.

Lembrou que o governo criou em 1997, o então Ministério da Ciência e Tecnologia e aprovou, em 2011, a política nacional de ciências e tecnologia e inovação.

Contou que, como na maioria dos países africanos, também Angola se deparou nos primeiros anos de independência com inúmeras dificuldades, para desenvolver e consolidar as suas instituições do ensino superior e de investigação, devido à factores como a falta de quadros e de políticas claras sobre à importância da investigação científica.

João Lourenço deslocou-se nessa manhã à província da Lunda Sul. (Angop)

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