Notícias de Angola - Toda a informação sobre Angola, notícias, desporto, amizade, imóveis, mulher, saúde, classificados, auto, musica, videos, turismo, leilões, fotos

Níveis da Dívida Pública vão se manter inalteráveis – Secretária de Estado das Finanças

O nível da dívida pública angolana, avaliada em 54.500 milhões de euros, vai se manter, pois está fora das intenções do Executivo angolano aumentá-lo, segundo a secretária de Estado para o Orçamento e Investimento Público, Aia-Eza da Silva.

Com base nas projecções do Orçamento Geral do Estado (OGE/2018), aprovado dia 14 deste mês pelo Parlamento, o défice fiscal está estimado em 3,5 porcento do Produto Interno Bruto.

Respondendo às várias questões sobre o OGE 2018 (estimado em 9,6 triliões de kwanzas), suscitadas por empresários ligados à banca e ao sector económico e produtivo, num debate promovido pelo “Jornal Expansão”, a governante disse que não é intenção do Governo aumentar a dívida, por isso reduziu-se o défice de 7,5%, em 2015, para 3,5 porcento em 2018.

Aia-Eza da Silva reforçou a posição do Executivo, dizendo que o Estado só vai se endividar para pagar os compromissos previstos e que o défice orçamental vai coberto maioritariamente com recurso às reservas cambiais.

Prosseguindo, realçou que dentro das dívidas a serem pagas estão incluídas, também, as relacionadas com as pequenas e médias empresas.

Reconheceu, durante a sua alocução, no fórum que contou com pelo menos uma centena de participantes, que “o contexto actual da economia angolana é difícil, pois uma coisa é governar com os cofres cheios e outra com os cofres vazios”.

Em função da dívida que o país tem, alguns intervenientes sugeriram que o Estado angolano implemente o sistema de portagem, a fim de se reduzir a pressão das despesas, isto é, passando a gestão de algumas estradas ao sector empresarial privado. Diante da questão, disse ser favorável a esta corrente, mas, referiu ela, levantam-se contraposições que alegam o facto de haver poucas estradas e são as mesmas onde a maioria dos condutores passa sem alternativa.

A secretária de Estado afirmou que existem posições que defendem ser muito cedo a implementação de portagens e, além disso, acrescentou que há uma discussão em torno do facto sé lícito ou não os privados cuidarem das taxas e cobrarem portagens.

Nesta perspectiva, informou, de modo muito lacónico, que o Fundo Rodoviário – instituto responsável pela fiscalização das estradas e arrecadação de receitas através das portagens, tutelado pelo Ministério das Finanças, vai passar para a esfera jurídica do Ministério da Construção e Obras Públicas.

O Orçamento Geral do Estado em Angola apresenta uma tendência crescente de receitas e despesas, tendo em conta que para 2018 ( 9,6 triliões kwanzas), qunado em 2017 foi de 7,3 triliões de kwanzas e 6,4 triliões em 2016. (Angop)

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais

Translate »