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Após “alguma expectativa positiva”, liderança de João Lourenço inspira “laivos de pessimismo” – Samakuva

O arranque da governação de João Lourenço gerou “algum optimismo ou alguma expectativa positiva” junto da UNITA, revela o líder do maior partido da oposição, acrescentando que esse estado de graça está a dar lugar a “alguns laivos de pessimismo”.

De passagem por França, depois de deslocações à Hungria e Espanha – para reuniões do comité executivo da Internacional Democrata Centrista e da União Internacional Democrata -, Isaías Samakuva cedeu uma entrevista à agência Lusa, na qual analisou o actual momento político do país.

Para além de defender que as eleições autárquicas devem ser marcadas para 2020, o presidente do “Galo Negro” considerou que já é tempo de a liderança de João Lourenço transformar o discurso em mudança.

Apesar de reconhecer que é prematuro fazer um balanço da nova governação, Samakuva sublinhou que “algum optimismo ou alguma expectativa positiva” inicial “está a ganhar já alguns laivos de pessimismo”.

Segundo o líder dos “Maninhos”, “está-se a levar tempo para se implementar algumas intenções que o Presidente prometeu”, o que faz com que o cepticismo se comece a instalar junto da população.

Samakuva fala mesmo em “algum desespero”, porque “as empresas continuam a falir”, e a situação económica, em vez de melhorar, revela “deterioração em cada dia que passa”.

Como exemplo deste agravamento das dificuldades, o político apontou o desemprego, que “continua a aumentar”.

Isaías Samakuva lembrou igualmente que a prometida maior abertura da banca, em termos de concessão de crédito, continua adiada, da mesma forma que os hospitais evidenciam “as mesmas dificuldades do passado”, não só de equipamento mas também de medicamentos.

Neste contexto, o presidente da UNITA considerou que “quase que não há diferença nenhuma” entre ser oposição a José Eduardo dos Santos ou ser oposição a João Lourenço.

“Eles são do mesmo partido, conduzem-se consoante a atitude, a filosofia, a cultura desse mesmo partido. Por conseguinte, as diferenças serão apenas tácticas e, diria, quase que não há diferença nenhuma”, sublinhou, descartando qualquer simbolismo na decisão de afastamento dos filhos de José Eduardo dos Santos de empresas públicas.

“As pessoas estão-se a agarrar a este facto como algo extraordinário, mas eu não vejo nada de extraordinário nisso. O Presidente anterior saiu, veio um novo, naturalmente vai ter de trabalhar com pessoas que conhece, com pessoas da sua escolha. Penso que este é um exercício normalíssimo em qualquer organismo, em qualquer situação”, declarou.

Recorde-se que a liderança de João Lourenço ‘mexeu’ com cinco filhos do ex-Presidente. Para começar, Isabel dos Santos foi exonerada da presidência da Sonangol e perdeu ascendência no sector dos diamantes. Tchizé dos Santos e Coréon Dú também viram extintos os contratos que os ligavam à Televisão Pública. Já Filomeno dos Santos foi afastado do Fundo Soberano de Angola e perdeu o monopólio das análises laboratoriais de alimentos, que detinha através de uma participação na Bromangol. (Novo Jornal Online)

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