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Guardas da prisão de Lisboa iniciam hoje greve às horas extraordinárias

O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) inicia hoje no Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL) uma greve de sete dias às horas extraordinárias por causa dos novos horários de trabalho.

A greve, que se prolonga até 28 de fevereiro, vai afetar todo o serviço prestado entre as 16:00 e as 19:00, como visitas, estando “só garantido a segurança”, disse à Lusa o presidente do sindicato.

Jorge Alves adiantou que a greve vai realizar-se no EPL a pedido dos guardas prisionais que trabalham nesta prisão.

O SNCGP pede a demissão do diretor-geral das cadeias, Celso Manata.

Os novos horários de trabalho, em vigor desde 02 de janeiro em seis estabelecimentos prisionais, estão a gerar maior contestação no EPL, onde foram instaurados processos disciplinares a 16 guardas prisionais por terem recusado realizar trabalho extraordinário.

Também no EPL, a 10 de fevereiro, registaram-se distúrbios provocados por reclusos em resultado do encurtamento do período das visitas, motivado pela recusa de guardas prisionais em prolongar o seu horário de trabalho, das 16:00 às 19:00.

Segundo o novo horário de trabalho, três equipas de guardas prisionais estão ao serviço entre as 08:00 e as 16:00, que são depois rendidas por uma até às 00:00 e por outra até às 08:00.

No período entre as 16:00 e as 19:00, que coincide com o horário das visitas, alimentação, medicação e entrada dos reclusos nas celas, os guardas prisionais têm de estender o seu horário de trabalho através da realização de horas extraordinárias pagas.

Num ofício enviado na semana passada à ministra da Justiça sobre o EPL, o sindicato denuncia que as torres de vigia estão desativadas, as alas ou zonas prisionais estão em piloto automático, ou seja, sem guardas, diligências diárias adiadas e outras feitas com um número insuficiente de guardas, visitas caóticas e postos desguarnecidos ou sem guardas.

O sindicato indica também que se verifica, durante o dia, a circulação de armas pelo EPL e que existem muitas falhas de segurança que estão a ser percebidas pelos reclusos. (Diário de Notícias)

por Lusa

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