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Crise em Angola sem fim à vista

Em Angola a crise provoca falência de empresas e mais de 30% de desempregados, enquanto a dívida pública atinge 71 biliões de dólares, cerca de metade em dívida interna e metade em externa.

A economia angolana vive uma grave crise, que está a causar a falência de empresas e o crescente desemprego, só na Província de Benguela mais de 30 empresas faliram, empurrando para o desemprego cerca de 20 mil pessoas, enquanto a dívida pública ultrapassa 50% do Produto Interno Bruto.

Durante a discussão do Orçamento Geral do Estado de 2018, os partidos políticos da oposição e organizações da sociedade civil exigiram uma auditoria à dívida pública, sendo que o próprio Ministério das Finanças alerta para o facto de esta poder tornar-se insustentável, se não for controlada.

De acordo com esta instituição a dívida pública de Angola é estimada em 71 mil milhões de dólares, representando a dívida interna 33 mil milhões e a externa 38 mil milhões de dólares respectivamente.

Outros dados sobre a economia angolana

Segundo o Ministério das Finanças, o governo angolano prevê captar 29.818 milhões de dólares de dívida pública em 2018, dos quais 22.691 milhões de dólares em dívida interna e 9.278 milhões de dólares em desembolsos externos, destinados a financiar o Orçamento Geral do Estado de 2018.

O ministro das finanças Archer Mangueira alertou para o facto de a dívida pública angolana que deve crescer de 18% este ano face a 2017, ameaçar “hipotecar as gerações futuras”.

O governo prevê para 2018 um crescimento económico de 4,9% e que até ao final do ano o rácio da dívida pública ascenda a 60% do PIB.

O serviço da dívida vai totalizar em 2018 cerca de 18 milhões de dólares, dos quais 65% corresponderão a encargos com a dívida interna e 35% com a externa.

O governo prevê emitir este ano “eurobonds” ou títulos de dívida pública em moeda estrangeira no valor de 2.081 milhões de dólares e emitir Obrigações de Tesouro que deverão permitir angariar 51,4% da dívida interna e Bilhetes do Tesouro representando 46,6%.

O petróleo representa 95% do total das exportações angolanas e o governo prevê encaixar 11.000 dólares, mas vai gastar 19 mil milhões em importações de combustíveis, pelo que Archer Mangueira defende que o diferencial entre o preço médio actual do barril de petróleo – 60 dólares – e o previsto no OGE 2018 – 50 dólares – seja utilizado na amortização da dívida. (Rfi)

por Isabel Pinto Machado

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