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Atletas norte-coreanos com medo de regressar ao país sem medalhas

Os 22 membros da comitiva receiam castigos de Kim Jong-un. Seleções de futebol de 1966 e 2010 foram humilhadas

Os 22 atletas que representam a Coreia do Norte nos Jogos Olímpicos de Inverno, que decorrem em PyeongChang, estão com medo de regressar ao país devido ao facto de nenhum deles ter alcançado medalhas, revelou ontem o jornal britânico Daily Mail. E isto porque temem que o insucesso leve a que o regime de Kim Jong-un os mande para a prisão, tal como aconteceu com outros desportistas que não tiveram sucesso no passado.

A questão é que o ditador norte–coreano investiu muito nestes Jogos que se realizam na vizinha Coreia do Sul, tendo até enviado 280 jovens exclusivamente para apoiar os seus atletas, que todavia não conseguiram ainda qualquer pódio.

O receio é legítimo tendo em conta os antecedentes de desportistas que sofreram duros castigos por falharem em grandes competições internacionais. Um dos episódios mais famosos foi causado pela seleção portuguesa de futebol, quando em 1966 eliminou a Coreia do Norte nos quartos-de-final do Mundial, depois de ter estado a perder por 3-0. Com uma exibição memorável de Eusébio e companhia, a equipa das quinas venceu por 5-3, resultado que acabou por ser uma espécie de sentença, uma vez que o avô de Kim Jong-un, Kim Il Sung, ordenou que toda a equipa fosse para os campos de trabalhos forçados, os chamados gulags.

O regime alegou que os jogadores foram apanhados numa festa com mulheres e bebidas dias antes do jogo com Portugal. De nada tendo valido a vitória frente à poderosa Itália por 1-0. O livro The Aquariums of Pyongyang refere mesmo que o jogador Pak Seung-Zin destacou-se num desses campos de concentração pela sua enorme capacidade de suportar as torturas do regime, enquanto outro companheiro passou a ser conhecido como “barata” por comer insetos para combater as dores causadas pela fome na solitária.

Em 2010, os jogadores da seleção de futebol da Coreia do Norte foram humilhados ao regressarem do Mundial 2010, na África do Sul, com três derrotas (uma delas com Portugal) e um recorde de 32 golos sofridos. Os futebolistas foram então obrigados a perfilar-se sem se mexer durante seis horas em frente ao Palácio da Cultura Popular de Pyongyang, onde foram insultados pela população e pelo então ministro do desporto, Pak Myong-Chol, que chegou mesmo a dizer que tinham desrespeitado o chefe do Estado Kim Jon-Il, que denominou de Querido Líder.

Os únicos jogadores que escaparam a esta humilhação foram Jong Tae-Se, devido ao seu bom rendimento no torneio e por se ter emocionado ao ouvir o hino no primeiro jogo da seleção. E também An Young-Hak, que viajou diretamente da África do Sul para o Japão, onde jogava e vivia. Na altura, a Rádio Free Asia noticiou que o selecionador Kim Jong-hun foi enviado para um campo de trabalhos forçados.

Doping russo no curling

O dia de ontem em PyeongChang ficou marcado pelo controlo antidoping positivo do russo Alexander Krushelnitsky, que conquistou a medalha de bronze no curling, fazendo equipa com a sua mulher.

Uma situação que causou polémica junto do Comité Olímpico Internacional, uma vez que os russos foram autorizados a participar nos Jogos sob bandeira neutra. Os colegas do atleta defendem a sua inocência, tendo um deles, sob anonimato, deixado uma suspeita: “Estamos a falar de uma modalidade na qual se trata de ser mais preciso. Não consigo imaginar que tipo de drogas podemos usar no curling… é muito difícil acreditar.”

O presidente da Federação Russa de Curling, Dmitri Svichtchev, já veio dizer que se trata de “um ato de sabotagem” e de “uma provocação”. “Desde 2015, ele foi controlado onze vezes, sempre negativo. O que passaria pela cabeça de um homem para tomar algo antes dos Jogos?”, atirou. Enquanto isso, decorre já uma investigação ao atleta por parte da Agência Mundial Antidoping. (Diário de Notícias)

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