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Presidente da República visita infra-estruturas da futura refinaria do Lobito

O Presidente da República, João Lourenço, visitou nesta segunda-feira as infra-estruturas de apoio à construção da futura refinaria do Lobito, província de Benguela, no âmbito da intenção do governo de relançar o projecto cancelado em 2016, em consequência da crise económica.

A futura refinaria, que estava a ser construída desde Janeiro de 2013, um mês depois de lançada a primeira pedra, fica localizada no morro da Quileva, a 10 quilómetros da cidade do Lobito, numa área de três mil e 805 hectares. Prevê processar diariamente cerca de 200 mil barris de crude e, com isso, reduzir a importação de combustíveis.

No local, o Presidente da República ouviu explicações que dão conta que os cinco projectos que resumem a primeira fase de construção são o terminal marítimo, a estrada de acesso destinada a cargas pesadas, a preparação do terreno para as bases da refinaria, o desvio da estrada Lobito/Hanha e o sistema captação e fornecimento de água a partir da bacia da barragem do Biópio.

Segundo o engenheiro Guiomar Correia, representante da Sonangol, 60 por cento da produção da futura refinaria será para o consumo interno e os restantes para exportação.

Acrescentou que entre 2013 e 2016 estiveram envolvidos na empreitada mais de mil e 400 trabalhadores, sendo 82 porcento mão-de-obra nacional das províncias de Benguela, Huila, Huambo, Luanda.

Na sequência da paralisação do projecto, em Junho de 2016 a obra tinha menos de 400 trabalhadores, segundo explicações do responsável, apontando que os 70 trabalhadores representados em 2017 são todos efectivos de segurança.

Avançou que parte do terminal marítimo foi 100 porcento concluído em Outubro de 2015, para servir para descarga dos equipamentos de construção e montagem da refinaria numa primeira fase e, posteriormente, para o carregamento e descarga dos produtos petrolíferos.

Neste momento, frisou a fonte, já podem descarregar no terminal marítimo da futura refinaria do Lobito navios que venham equipados com sistema roll-on/roll-of e outros com gruas integradas.

Quanto à estrada de cargas pesadas de 3,5 quilómetros, o engenheiro Guiomar Correia destacou que permitirá a transportação dos equipamentos pesados do terminal marítimo para a área de refinação.

Realçou ainda os terraços da refinaria como parte de um projecto que engloba a preparação do terreno para construir as bases para a refinaria. “Falta 12 porcento para concluir esta empreitada e, com isso, iniciar a segunda da fase para a construção da refinaria”, informou.

“Todos os materiais de aterro utilizadas em toda a empreitada da refinaria foram exploradas e processadas em Angola, nada foi importado”, sublinhou, lembrando que a estrada que liga a aldeia da Hanha ao Lobito, atravessando a refinaria, foi reposicionada para os arredores do terreno e entregue à administração municipal do Lobito em Julho de 2014.

A área da refinaria ocupará 300 hectares da área total calculada em 4 mil e 80, sendo que o terminal marítimo ocupará 37 hectares e poderá acomodar navios com um comprimento de até 280 metros.

Os produtos a resultarem da refinação do crude incluem gasolina, jet1, gasóleo, diesel marinho, fuel, entre outros. (Angop)

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