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Papa debaixo de críticas nomeia nova comissão contra pedofilia

O Papa Francisco nomeou os novos comissários que constituem a Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores (CPPM), alguns deles vítimas de abusos por parte de religiosos. A comissão é presidida pelo arcebispo de Boston, Sean O’Malley, e integra oito homens e oito mulheres. Membros da antiga comissão já criticaram o facto de as suas propostas nunca terem obtido qualquer resposta do Papa, ao longo de três anos de trabalho.

O mandato da comissão anterior expirou no dia 17 de dezembro de 2017. Sete membros da primeira comissão foram renovados, nove juntaram-se à comissão e sete não foram selecionados.

O órgão é presidido pelo cardeal Sean O’Malley, arcebispo de Boston.

Mas estas nomeações estão longe de resolver os problemas. Citada pelo diário francês Le Monde, Catherine Bonnet, pedopsiquiatra francesa que fazia parte da primeira comissão e que não foi reconduzida, considera “muito aborrecido” notar que as propostas feitas ao Papa, após três anos de trabalho, não tiveram qualquer resposta.
Relatório anterior sem respostas

No dia 21 de setembro de 2017, a comissão apresentou ao Sumo Pontífice da Igreja Católica um relatório que formulou várias ações concretas, como o levantamento do segredo pontifício em casos de agressão sexual para permitir que as vítimas sejam melhor informadas. “Não houve resposta. Para mim, é uma preocupação”, explicou Bonnet a Le Monde.

Catherine Bonnet lamenta ainda que a comissão cessante nunca tenha tido uma sessão de trabalho com o Papa. “As nossas propostas são necessariamente complexas e delicadas. É lamentável que não tivéssemos tido a oportunidade de explicar isso”, acrescentou.

“Espero que haja alguma continuidade e que a próxima comissão tenha em conta o que foi feito”, concluiu Catherine Bonnet.

O Vaticano explicou em comunicado que “há vítimas/sobreviventes de abuso sexual clerical entre os membros anunciados”, mas adiantou que não serão dados mais detalhes por respeito à sua privacidade.

“A CPPM apoia o direito de toda a pessoa que sofreu abusos a revelar ou não revelar publicamente as suas experiências. Os membros nomeados hoje decidiram não fazê-lo publicamente, mas apenas dentro da comissão. A CPPM acredita firmemente que a sua privacidade é um valor que deve ser respeitado”, explicou.

O cardeal O’Malley celebrou os novos membros e considerou que estas pessoas “darão uma perspetiva global à proteção dos menores e adultos vulneráveis”.

“O Santo Padre assegurou a continuidade do trabalho da nossa comissão, que consiste em ajudar as igrejas locais de todo o mundo nos seus esforços para proteger todas as crianças, jovens e adultos vulneráveis e possíveis danos”.

Em 2015, apesar das denúncias, Francisco nomeou Barros bispo da região de Osorno, no sul do Chile, e por duas vezes rejeitou os seus pedidos de demissão. Karadima sempre negou os crimes.

“Foi um encontro longo e emocionalmente difícil, mas estou muito contente por ter podido falar com Scicluna (…) Pela primeira vez sinto que estão a ouvir-nos”, disse Juan Barros Cruz.

Este foi o primeiro de uma série de encontros do arcebispo de Malta, que irá ainda recolher testemunhos de outras vítimas de Karadima, entre elas James Hamilton e José Andrés Murillo. (RTP)

por Lusa

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