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Fizz. Tribunal marca três sessões para ouvir o banqueiro Carlos Silva

O tribunal decidiu reservar três sessões do julgamento do caso Fizz para ouvir presencialmente o banqueiro Carlos Silva. O administrador do Banco Português do Atlântico (BPA), a quem o procurador Orlando Figueira aponta o dedo, será notificado para comparecer no Campus de Justiça, em Lisboa, nos dias 6,7 e 8 de março.

A decisão do coletivo de juízes, presidido por Alfredo Costa, consta num despacho assinado na última sexta-feira, um dia depois de o banqueiro ter informado o tribunal que estaria disponível para ser ouvido via skype, na sua casa em Angola — uma vez que nas instalações da Procuradoria Geral angolana não estavam reunidas condições para fazer uma videochamada para o tribunal português.

Carlos Silva tem-se manifestado disponível para falar desde que começou o julgamento, mas sempre a partir de Angola. O banqueiro já tinha sido arrolado como testemunha, mas a sua importância no processo mudou pouco antes do início do julgamento — quando o procurador Orlando Figueira e o advogado Paulo Blanco lhe apontaram o dedo. Os dois arguidos, acusados de corrupção, dizem que foi ele quem aliciou o procurador Orlando Figueira a abandonar a magistratura e a trabalhar no setor privado, afastando assim as suspeitas contra o ex-vice-Presidente angolano, Manuel Vicente. O governante angolano é também arguido no processo por alegadamente corromper o procurador para, em troca, o influenciar nos inquéritos que corriam contra si no Departamento Central de Investigação e Ação Penal. No início do julgamento, o tribunal decidiu separar Manuel Vicente deste processo.

Apesar de Carlos Silva ter mostrado esta disponibilidade, tanto o tribunal como a defesa dos arguidos — nomeadamente o advogado Rui Patrício que representa Manuel Vicente e o seu procurador em Portugal, o arguido Armindo Pires –insistiram que ele devia vir a Portugal prestar declarações presencialmente. O tribunal ainda notificou o banqueiro no BPA Europa, em Lisboa, e na sua morada em Portugal, mas sem sucesso. A defesa sugeriu que o notificassem por via do advogado, Castanheira Neves, ou pelo número de telefone angolano disponibilizado pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

O gestor de conta de Orlando Figueira, que propôs que lhe fosse aprovado um crédito de 130 mil euros sem ele ter qualquer histórico no Banco Privado Atlântico, está esta segunda-feira a ser inquirido na 15ª sessão de julgamento. O gestor começou a ser ouvido na sessão anterior. (Observador)

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