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Eleições na Venezuela: Maduro aceita pedido da oposição

Nicolás Maduro aceitou prorrogar até 25 de fevereiro o período de inscrição dos venezuelanos que vivem no exterior e queiram votar nas eleições presidenciais.

Num gesto pouco habitual – o de aceitar o que quer que seja que venha do lado da oposição – a presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, aceitou prorrogar até 25 de fevereiro o período de inscrição dos venezuelanos que queiram votar nas eleições presidenciais, que ocorrerão no dia 22 de abril.

O presidente venezuelano – que falava na abertura do ano judicial – disse que esta decisão emana de uma petição feita por setores da oposição, e que pediu ao ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros, Jorge Arreaza, que abra o consulado venezuelano em Miami, Flórida, para que os venezuelanos que vivem naquele estado norte-americano possam registar-se e participar nas eleições.

“Aceitei uma petição que prolonga o período de inscrição nas embaixadas e consulados da Venezuela e pedi à Comissão Nacional de Eleições que prorrogasse o registo de venezuelanos até 25 de fevereiro”, afirmou o presidente – num gesto que os analistas entendem como uma pequena abertura ao diálogo com a oposição.

Mesmo assim, alguns analistas afirmam que esta inesperada abertura a aceitar um pedido da oposição tem mais a ver com questões externas que internas: Maduro já percebeu que tem parte substancial do mundo para lá das suas fronteiras contra si – incluindo-se nesse mundo a União Europeia e os países da América do Sul.

Ou seja, nas duas geografias que mais importam à Venezuela em termos de diplomacia e de sobrevivência da economia, o país está cada vez mais sozinho. Na ibero-américa principalmente, um número cada vez maior de países entende que Maduro é um indesejável e que, enquanto o ‘herdeiro’ de Hugo Chávez se mantiver no poder, as relações com a Venezuela estarão sob observação.

O chamado Grupo de Lima – composto por Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Brasil e Costa Rica, também se juntaram no último dias Estados Unidos, Guiana e Santa Lúcia – está a preparar um pacote de sansões contra a Venezuela, se o seu presidente não der mostras de democratização do regime.

É neste ambiente extremado que decorrerão as eleições – clima propício a que os parceiros internacionais demorem a aceitar os resultados que saírem das urnas a 22 de abril. (Jornal Económico)

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