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País precisa de 70 mil professores para a cobertura total

Setenta mil professores é a cifra que o país necessita para cobertura total do sector, adequando assim o rácio professores/alunos aos números aceitáveis, para a melhoria do ensino e aprendizagem, informou a ministra da educação, Cândida Teixeira.

A governante, que falava no programa Grande Entrevista da Televisão Pública de Angola, fez saber que os 20 mil professores a serem inseridos no presente ano lectivo, (2018) não são suficientes, porque desde 2013 não se realiza recrutamento.

Ainda assim, a ministra reconhece que o número acima referenciado vem suprir algumas lacunas que existem, e pensa paulatinamente, nos próximos anos recrutar na medida que as condições financeiras permitirem.

“Se conseguimos, e tendo em conta que anualmente as escolas de formação de professores lançam ao mercado cerca de 13 mil formados, engajar cada ano todos os formados, a situação irá melhorar, pois precisa-se de mais de 200 mil docentes para todos subsistemas: do ensino primário, do secundário, formação de professores e do ensino técnico profissional”, referiu.

Quanta a melhoria do ensino das disciplinas de Língua e Portuguesa e Matemática, por apresentar mais debilidade, a entrevistada disse haver cooperação com Portugal com um projecto ”Saber mais”, onde professores portugueses ajudam a ministrar as disciplinas, bem como um Projecto de Aprendizagem para Todos com o Banco Mundial, com o similar efeito.

Cândida Teixeira garantiu que a contratação dos 20 mil professores será feita tão logo aconteça a aprovação final do Orçamento de Estado.

Para efeito, já têm os recursos humanos preparados para receber os responsáveis dos recursos humanos das 17 províncias para trazerem os dados certos das necessidades de novos professores, com a respectiva actualização de quotas para cada províncias.

Para Luanda fala-se em quatro mil, devendo-se enquadrar, mas vai se ver como faze-lo, podendo serem recrutados para ter em conta o número a distribuir em todo país.

“A prioridade é para as zonas que têm dificuldade de professores, nas zonas recônditas, o que acontece é que os professores são recrutados, comprometem-se a trabalhar nas respectivas zonas e depois desistem. Aproveito a oportunidade para pedir o máximo da colaboração dos governos províncias, municipais, para criarem condições para albergarem os nossos professores, porque realmente as condições são difíceis”, frisou a ministra.

O Orçamento Geral de Estado para 2018 foi aprovado hoje, segunda-feira, com 139 votos a favor. (Angop)

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