Notícias de Angola - Toda a informação sobre Angola, notícias, desporto, amizade, imóveis, mulher, saúde, classificados, auto, musica, videos, turismo, leilões, fotos

Governo garante melhoria no ambiente de negócio

O governo angolano gizou programas específicos que estão a ser seguidos sectorialmente em domínios como energia, água, transportes e infra-estruturas para influenciar a melhoria do ambiente de negócios no ramo industrial do país, disse hoje a ministra da Indústria, Bernarda Martins.

Segundo a governante o melhoramento do fornecimento de energia e água, dos caminhos de ferros, aeroportos, estradas influenciam para que os negócios sejam cada vez menos difíceis para os industriais.

Bernarda Martins falava durante um encontro de auscultação à classe empresarial da indústria transformadora, no âmbito da apresentação do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (Prodesi).

Garantiu que com as medidas do Prodesi será possível o Executivo apoiar o empresariado nacional na diversificação da economia e do fomento das exportações, bem como o aumento da produção interna diminuindo as importações.

Explicou também que não existe uma linha de financiamento específica para o Prodesi, mas políticas de apoio financeiro para desenvolvimento de projectos para iniciativas privadas.

No encontro em que muitos empresários apresentaram suas ideias e visões sobre a economia do país, o presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino, defendeu um investimento naquilo que o país não produz e evitar-se ou reduzir a importação do que se fabrica a nível interno.

Na visão da AIA, é necessário existir um rácio entre aquilo que se importa e aquilo que se compra porque as grandes distribuidoras compram os seus produtos no exterior e não compram no país, colocando em risco a exportação dos produtos nacionais.

Outra proposta apresentada passa pelo industrial pela mudança da política energética que não pode continuar a investir só no rio kwanza. “Tem que se investir em outros rios como o Keve onde se pode fazer quatro barragens para termos energia de proximidade, porque transportar quilómetros de energia custa muito à manutenção e tem riscos”.

Na óptica das associações das diversas associações empresariais representadas na reunião, deve-se alterar a Lei do Investimento Privado pelo facto de não existir possibilidade de investir num país onde as infra-estruturas não oferecem grandes condições e quem pretende investir deve ceder 35 porcento das acções a um sócio nacional.

A substituição de matérias-primas, melhoramento da distribuição de energia e água, bem como maior aproximação com os empresários de países vizinhos foram igualmente apontadas como forma de melhorar o ambiente de negócio do país.

O presidente da Associação dos Industriais de Panificação e Pastelaria de Angola (IPPA), Gilberto Simão, entende que o associativismo enquanto interlocutor dos programas gizados pelo Executivo necessita de mais apoio do Governo para permitir a concretização dos programas governamentais.

Já o presidente da Associação de Indústrias de Bebidas de Angola (AIBA), Manuel Sumbula sublinha que o sucesso do Prdesi depende da protecção urgente da produção nacional.

Por outro lado, Manuel Sumbula considerou de crítica a actual situação dos empresários que actuam no fabrico de latas, pois podem paralisar os seus trabalhos nos próximos dias por falta de divisas.

O Prodesi, no conjunto da sua múltipla esfera de actuação, é um instrumento que visa congregar iniciativas de diversos sectores, visando criar uma nova dinâmica em que o Estado e os privados, de forma sincronizada, interagem no sentido de alterar o estado da economia. (Angop)

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais

Translate »