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Retratos de mulher dominam exposição “Rostos” no Camões

“Rostos” é o título da exposição individual de pintura de Célio Pombo, patente no Camões – Centro Cultural Português até ao dia 22 e que agrupa dezenas de retratos femininos e um com rosto masculino.

Segundo o pintor, a mostra é dominada por rostos femininos por que em todas as etapas da vida do ser humano a mulher ocupa um papel relevante, além da beleza e harmonia que doa para o universo.

Nos retratos sobressaem os olhares da mulher, facto que comprovamos nos quadros “Olhar I”, “Olhar III” e “Privação”, além das aguadas que denunciam as técnicas do realismo e expressionismo.

A sala principal de exposições estava cheia de convidados, colegas e familiares, apesar de o artista ser pouco conhecido no mercado. Célio Pombo dedicou a mostra aos habitantes da cidade capital, em particular aos apreciadores de arte.
Embora seja autodidacta, o traço e a paleta de Célio Pombo acusam mestria quer na arte do desenho, como no traçar das linhas, na elaboração de perspectivas e composição, bem como na arte da pintura, na mistura de tonalidades, na formação dos esbatidos e das sombras, visíveis nos quadros “Preocupação”, “Mumuila”, “Himba III”, “Himba II” e “Himba I”.

Em “Rostos”, os motivos são dominados por mulheres da zona rural, tanto da região sul quanto as da região do litoral.
Nos quadros, é possível compreender o estado de espírito das figuras representadas, que transmitem sentimentos diversificados, como alegria, sofrimento, dor, resignação, paz, sensualidade, além da beleza dos rostos.

A directora do Camões- Centro Cultural Português, Teresa Mateus, afirmou que em alguns dos retratos sobressaem olhares, a querer saltar das órbitas. “Uns, como pu-nhais afiados, apontados para o observador. Outros, serenamente, a espraiarem-se na mansidão dos rostos e figuras, recortados em tons vibrantes, a evocarem os ocres da terra africana.”

Segundo Teresa Mateus, é na arte figurativa que Célio Pombo se revela como artista, primeiro no desenho e, depois, na pintura.

Adiantou que o pintor descobriu em si o gosto e jeito pelo desenho, não um desenho qualquer, mas o desenho de rostos. Na escola primária, de acordo com o texto da directora do Camões, Célio Pombo começou a ser notado e distinguido pelos seus desenhos, que fluíam, naturalmente, do movimento das mãos, guiado pelo seu talento. “Nesse seu diversificado percurso, a obsessão pelo retrato nunca o largou.

Antes, o acompanhou, como um companheiro solidário, ajudando-o a amenizar vicissitudes e adversidades da vida.
O retrato sempre foi, e continua a ser, um espaço de refúgio e de libertação”. A exposição, inaugurada dia 1, marca o regresso do artista ao contacto com o público, 14 anos depois de ter apresentado a sua primeira exposição individual de pintura, na galeria Cenárius, em Luanda.

Célio Pombo nasceu em Luanda, em 1961. Estudou na Escola Industrial, nas áreas de Construção Civil e Arquitectura. Participou em duas mostras colectivas, “Mãe-D’Água” (1997), em Alenquer, e em Lisboa, em 1999.Estudou, também, Arquitectura na Escola Machado de Castro, em Portugal, sendo o artista Eduardo Zink, professor na Escola Secundária João Crisóstomo, em Luanda, determinante para a sua carreira.

Fotografia
A pintora Eva Liberal inaugurada, hoje, às 18h30, a exposição de fotografia individual “Sentidos”, no Camões – Centro Cultural Português, em Luanda. A exposição, que fica patente ao público até dia 22 de Fevereiro, junta 24 trabalhos de fotografia, registadas em quatro continentes.

O seu olhar artístico capta pessoas, coisas, detalhes e pequenos (grandes) momentos, do dia a dia, raros nas percepções do observador comum, mas carregados de sentido e sentidos para a artista. São “Fotografias de rua”, das muitas ruas, de muitos países, que a artista conheceu. Numa mistura de espontaneidade, intuição e sensibilidade, a artista capta, registando para a posteridade, pessoas e objectos com a sua câmara fotográfica. (Jornal de Angola)

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