Palancas procuram passe para os quartos-de-final

Os Palancas Negras decidem, hoje, a passagem para os quartos-de-final do Campeonato Africano das Na­ções (CHAN’2018). A equipa precisa penas de um ponto para lograr este objectivo, e defronta o Congo Brazaville às 20h00 de Marrocos, no Grande Estádio de Adrar, Agadir.

Colocados na segunda posição classificativa, já sonham com a outra fase da prova e procuram não claudicar, sob pena de ver escapar algo já quase tangível. Não é sem razão que Srdjan Vaseljevic aconselha os jogadores a primar por muita inteligência e fazer um jogo táctico e de muita prudência.

O adversário, embora já qualificado, não vai desvalorizar o jogo, vai jogar para fazer valer a sua condição de líder do grupo, que ainda não viu a sua baliza violada. É certo, como temos vindo a fazer referência, que já não vai apertar a fundo, mas não será permissivo, sendo que a sua intenção é, certamente, terminar em primeiro lugar.

Angola tem, digamos as­sim, um jogo complicado. Por exemplo, das quatro posições classificativas está em condições de três. Tanto pode acabar em primeiro lugar, caso vença, em segundo na eventualidade de um empate e em terceiro(e fora da prova) se sair derrotado. Lá isto em caso de haver uma goleada dos Camarões no outro jogo. Pensamos, neste sentido, que a primeira condição pode espevitar o adversário.

Portanto, Angola entra numa luta pela qualificação, mas ao mesmo tempo para o primeiro lugar do grupo. Em resumo, a missão estaria mais facilitada caso tivesse apenas dois pontos. Por aí o Congo não teria nada a temer, sendo que mesmo saindo derrotado acabaria sempre em primeiro lugar do grupo. É esta particularidade que cria, da parte dos Palancas, alguma inquietação.

O Burkina Faso ainda não jogou a toalha ao tapete. De calculadora electrónica, ou de lápis de carvão e borracha na mão, faz contas de multiplicação, e o resultado lhe permite acreditar ainda na qualificação. Mas as suas hipóteses se revelam demasiado remotas, dai que Angola só não continuará em prova, caso venha a revelar a sua pior imaturidade.

O trabalho realizado nos últimos três dias visou, es­sencialmente, a recupera­ção técnica, táctica, física e psicológica dos atletas, para fazer face às implicâncias do jogo desta noite. Notamos que no seio do grupo há uma grande motivação, vontade de vencer e seguir em frente. Claro que uma coisa é querer, e outra fazer. Mas devemos depositar confiança na equipa.

E o que mais anima, é saber que nesta selecção a maioria ainda procura se afirmar. Isto tem ajudado bastante. Eles vêem neste campeonato uma oportunidade de mostrarem o seu real valor, e começar a ganhar nome no mercado. Logo, estão com níveis de entrega e voluntariedade que, na certa, não teria um jogador já consagrado.

Fazendo uma retrospectiva no plano competitivo (estamos a incluir os CAN), faz tempo que Angola não chegava à terceira jornada a depender apenas de si. A última vez foi no Gana\’2008, em que teve um percurso quase igual a este: empate(1-1) na primeira jornada com África do Sul, vitória(3-1) com Senegal na segunda e empate (0-0 ) com a Tunísia no fim. Portanto, esta oportunidade não é para desperdiçar.

Clinicamente, a equipa está apta. Kaporal, que andou condicionado, tem estado em recuperação, e pode ser que seja já uma opção no jogo de hoje. Apenas Almeida é tido como uma carta fora do baralho. (Jornal de Angola)

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