Ministro confirma redimensionamento das Missões Diplomáticas no exterior

O ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, confirma estar em curso um processo que visa o redimensionamento das Missões Diplomáticas e Consulares de Angola no estrangeiro, que pode culminar com o encerramento de algumas delas.
Em declarações à imprensa angolana, em Zurique (Suíça), onde vai participar na 48ª edição do Fórum de Davos, Manuel Augusto confirmou os rumores que circulam nas redes sociais, argumentando que este estudo foi ditado pela situação económica e financeira do país, que “não permite manter, com a dignidade desejada”, algumas dessas estruturas.

No seu entender, “as medidas preconizadas (nesse estudo) visam a racionalização dos meios, que são importantes para a afirmação do país no concerto das Nações, mas que devem ser mantidos a um nível de dignidade e da boa imagem de Angola”.

Manuel Augusto lamenta que o assunto tenha vindo, indevidamente, a público, mas garante que “não é o vazamento do documento que nos vai inibir de ir para a frente, com os planos de racionalização de meios humanos e materiais, para que Angola continue a estar representada a nível internacional, de uma forma digna”.

Um estudo-proposta, de sete páginas, dos Órgãos Auxiliares do presidente da República, relativas ao redimensionamento das Missões Diplomáticas e Consulares de Angola no exterior, sugere o encerramento de nove Embaixadas, em África, Europa, Ásia e América, medida que se traduziria na poupança de USD 18 552 921, 835.

Em relação às Missões Consulares, o documento sugere o encerramento de 16 Consulados Gerais, em cidades como Londres, Dubai, Nova Iorque, Houston, Cidade do Cabo ou Joanesburgo, com o que o Estado angolano pouparia USD 41 585 299, 975.

O mesmo se passa com as Representações Comerciais, designadamente na Itália, China, Brasil, Espanha, Portugal, EUA, África do Sul, Bélgica, Macau e Suíça.

O documento refere igualmente à redução do pessoal de nomeação central, reforma de diplomatas com mais de 75 anos de idade e à colocação de diplomatas remanescentes junto dos governos das províncias fronteiriças de Angola.

O estudo-proposta sugere, por último, a não abertura de mais nenhuma representação diplomática enquanto não se consolidar as medidas de redimensionamento propostas, para se adequar os orçamentos das Missões no exterior à capacidade orçamental do país. (Angop)

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