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Meia centena de Presidentes no fórum de Davos

O Presidente da República, João Lourenço, chega hoje a Davos para junto dos seus pares e da elite da finança mundial falar sobre energia e mobilizar investimento para o país.

Mais de 100 estadistas e representantes das grandes multinacionais e de organizações financeiras internacionais são aguardados em Davos, Suíça, para o 48.º Fórum Económico Mundial, que decorre de 23 a 26 deste mês naquela região turística dos Alpes suíços.

Em declarações ontem à noite à imprensa angolana, em Zurique, o ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, afirmou que a presença do Presidente da República em Davos, a primeira de um Chefe de Estado angolano desde a criação do Fórum, em 1971, é aguardada com grande expectativa.

Confirma isso, segundo Manuel Augusto, o grande número de pedidos de audiências solicitadas ao Chefe de Estado angolano.

Questionado sobre o início hoje, em Lisboa, do julgamento do processo que envolve o ex-Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, o ministro das Relações Exteriores afirmou que não estava ao corrente se o julgamento tem mesmo lugar hoje, mas se isso ocorrer é um assunto da competência das autoridades judiciais portuguesas, embora o Estado angolano mantenha a sua anterior posição, de ver transferido o processo para a justiça angolana.

Quanto a eventuais zonas cinzentas nas relações entre Angola e Portugal devido ao “caso Manuel Vicente”, o ministro das Relações Exteriores disse que as relações entre os dois países são insubstituíveis, atingiram tons e níveis de excelência, tanto é assim que amanhã, terça-feira, o Presidente da República, João Lourenço, vai ter um encontro com o Primeiro-Ministro português, António Costa, em Davos, à margem do Fórum Económico Mundial.

Quanto ao processo de redução de pessoal e de embaixadas de Angola, que vazou nas redes sociais, Manuel Augusto admitiu que de facto o estudo existe e o Ministério das Relações vai continuar a trabalhar para dignificar os quadros e as instituições diplomáticas do país.

Antes poucas missões diplomáticas com qualidade e dignidade do que ter muitas espalhadas pelo mundo sem dignidade, sublinhou Manuel Augusto, que em Zurique com o ministro dos Recursos Minerais e Petróleo, Diamantino de Azevedo, se juntam esta tarde à comitiva presidencial em Davos.

Agenda

De acordo com a Angop, o Chefe do Estado angolano é acompanhado pelo ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, e pelos ministros da Economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca, e da Energia e Águas, João Baptista Borges.

Entre os vários actos previstos, o Presidente João Lourenço tem uma intervenção no painel consagrado ao desenvolvimento da energia no continente africano, subordinado ao tema “Acelerando o acesso à energia em África”. Este ano, o Fórum de Davos, fundado em 1972 pelo professor de economia suíço Klaus Schwab, junta mais de três mil delegados em representação de uma centena de países. O ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, está desde a noite de sábado em Zurique, Suíça, sendo o primeiro membro da delegação angolana a chegar ao local do encontro, que se estende até sexta-feira.

A participação de Angola no certame tem como epicentro o painel dedicado ao tema “Acelerar o Acesso à Energia em África”, a decorrer a seguir à cerimónia oficial de abertura do Fórum, ao fim da manhã de terça-feira.

Também conhecido por Fórum de Davos, o Fórum Económico Mundial é uma organização sem fins lucrativos, criado em 1971, que promove encontros anuais entre líderes políticos, economistas, jornalistas e intelectuais de diversas partes do mundo. O seu fundador e presidente é o economista e empresário alemão Klaus Schwab.

O Fórum Económico Mundial é realizado, desde 1974, no final do mês de Janeiro de todos anos.

Líderes e dirigentes de organizações internacionais

O discurso de abertura do fórum, celebrado anualmente naquela estação de esqui de 12 mil habitantes, vai ser feito neste ano pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

Além do Presidente Donald Trump, que vai colocar à prova as suas teses proteccionistas frente a uma elite mundial que tende a defender a globalização, são esperadas participações de vários líderes de países do G7, como o presidente francês Emmanuel Macron, a primeira ministra britânica Theresa May e o primeiro-ministro do Canadá Justin Trudeau. Também está prevista a presença dos presidentes de Brasil (Michel Temer), Argentina (Mauricio Macri) e Colômbia (Juan Manuel Santos). Em Davos estará o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu e o rei da Espanha, Felipe VI.

A lista de líderes de organizações internacionais inclui o secretário-geral da ONU, António Guterres, o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, o director-geral da Organização Mundial de Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, e o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra\’ad Al Hussein. Também se espera a participação de 1.900 altos directores do sector privado, assim como de celebridades do cinema e da música, como a actriz australiana Cate Blanchett e o cantor britânico Elton John.

Mais de 21 por cento dos participantes serão mulheres, um número recorde em relação a edições anteriores. Além disso, o fórum neste ano é co-presidido exclusivamente por mulheres, entre elas a primeira-ministra norueguesa Erna Solberg e Christine Lagarde, directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Durante meio século, foi aos pés da montanha mágica de Davos que a ideia da globalização financeira ganhou seus contornos modernos. No evento promovido para a elite das finanças internacionais, aberturas inéditas de mercados começaram a ser desenhadas e um consenso foi erguido sobre os benefícios de um mundo sem fronteiras para o capital. Agora, o Fórum Económico Mundial de Davos abre sua 48.ª edição amanhã com um alerta: a crise financeira de 2008 pode ter sido superada e a economia pode ter voltado a crescer. Mas o mundo está “preso numa crise social”. (Jornal de Angola)

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