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Kwanza desvaloriza mais 2 por cento

O terceiro leilão de divisas, efectuado hoje pelo Banco Nacional de Angola (BNA), resultou na desvalorização da moeda nacional em mais dois por cento, estabelecendo um câmbio de 253,7 kwanzas por cada Euro, que é a moeda de referência a partir do qual é definido o valor cambial das restantes, incluindo o dólar norte-americano.

Esta é a terceira depreciação da moeda nacional, que já resvalou cerca de 27 por cento deste o início do ano, quando tiveram início as novas regras de flutuação cambial impostas pelo BNA, que, para isso definiu uma banda que não revelou os contornos e, posteriormente reviu para estabelecer um máximo de 2 por cento para cima ou para baixo.

No entanto, o leilão de hoje teve já como regra a banda de dois por cento definida pelo BNA para evitar os grandes saltos em baixa que o Kwanza deu nos dois primeiros leilões, 10 e 15 por cento entre o primeiro e o segundo face à moeda europeia.

Recorde-se que o BNA cancelou, por duas vezes num dia, o leilão do dia 19 devido à excessiva desvalorização que dele resultaria, tendo em conta a regra anterior da definição do câmbio pela média ponderada das diversas licitações.

Esta alteração às regras do jogo foi imposta porque os bancos comerciais mostraram um apetite desmesurado pelas divisas e ofereceram, nos dois primeiros leilões, valores muito acima do considerado razoável pelo BNA, o que poderia, se o leilão de dia 19 não tivesse sido cancelado, atirar o Euro para muito perto dos 290 kwanzas e o dólar a aproximar-se dos 250 kwanzas.

José de Lima Massano, reuniu com os responsáveis dos bancos comerciais para apresentar as novas regras que vão regular os leilões de divisas, um dia depois do cancelamento de duas sessões de vendas, que levariam a que o Kwanza desvalorizasse mais 10 por cento em cima dos mais de 25 que já depreciou nos anteriores dois leilões.

As novas regras que passaram a vigorar hoje permitem aos bancos comerciais, nas propostas que fazem ao banco central para cada um dos leilões, que “a margem máxima sobre a taxa de câmbio de referência publicada pelo BNA, ou seja, aquilo que os bancos comerciais podem colocar como apreciação ou depreciação da taxa de câmbio não seja superior nem inferior a 2 por cento”, anunciou na ocasião José de Lima Massano.

Com as novas regras, dois por cento é a variação máxima quer seja na venda do BNA aos bancos comerciais, quer seja estes a venderem aos seus clientes, sem distinguir a venda em divisas ou em notas de banco. (Novo Jornal Online)

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