JLO trouxe esperança a Angola, mas liberdade de imprensa está ameaçada e abusos das forças de segurança mantêm-se – relatório

As intimidações e detenções arbitrárias em manifestações pacíficas continuam a ser uma realidade em Angola, da mesma forma que a liberdade de imprensa permanece ameaçada, aponta a organização Human Rights Watch, reconhecendo, porém, que a Presidência de João Lourenço resgatou a esperança do país, com as promessas de combate à corrupção e à má gestão dos dinheiros públicos.

O fim do “regime repressivo” de José Eduardo dos Santos e a chegada ao poder de João Lourenço trouxeram esperança a Angola, nota a organização Human Rights Watch (HRW), no seu “Relatório Mundial 2018: Luta pelos Direitos Tem Sucesso”, divulgado ontem, 18.

Apesar do optimismo criado no país, a partir das promessas presidenciais de combate à corrupção e à má gestão dos dinheiros públicos, a HRW considera que a liberdade de imprensa está “ameaçada”, depois da aprovação da nova Lei de Imprensa, contestada pelas organizações sindicais de jornalistas e outros grupos da sociedade civil.

No relatório, Angola surge igualmente como palco de abusos e uso excessivo da força por parte das diferentes unidades de segurança, bem como de intimidações e detenções arbitrárias de participantes em manifestações pacíficas.

Ao longo de 643 páginas, que analisam a situação dos direitos sociais e políticos em mais de 90 países, a organização debruça-se também sobre as eleições de 23 de Agosto, concluindo que a votação, apesar de pacífica, ficou marcada por “severas restrições” às liberdades de expressão e de associação, e pelo acesso limitado à informação devido à acção “repressiva e censória” do Governo.

A HRW recorda ainda o episódio de violência eleitoral registado a 31 de Julho em Benguela, e que culminou na morte de um dirigente local da UNITA.

Na ocasião, o partido do “Galo Negro” acusou militantes do MPLA de estarem por detrás do incidente, que, para além da vítima mortal causou seis feridos. (Novo Jornal Online)

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