Governo desmente morte de pessoas por fome no Curoca

A vice-governadora do Cunene para o sector Político, Social e Económico, Albertina Teresa José, desmentiu, nesta quarta-feira, em Oncócua, município do Curoca, informações postas a circular pela imprensa privada e redes sociais da existência de pessoas a morrer de fome naquela circunscrição.

A responsável, que falava no término de uma visita de constatação ao município do Curoca, referiu que após encontro com a comunidade e autoridades do município apurou-se não ter havido qualquer morte de pessoas motivada pela fome.

Albertina José disse que as informações postas a circular não conferem com a verdade, pois, no terreno a realidade é outra, visto que no município do Curoca habitam na sua maioria os povos das tribos Mushimba e Mwakahona, detentores de grandes manadas de gados e o relato que há pessoas a morrer de fome é como um ”grande insulto para esses povos”, pois são tidos como afortunados.

A responsável disse ter feito um trabalho profundo no município, com constatação “in loco” das famílias nos quimbos em várias aldeias e não há qualquer informação de mortes por fome, na circunscrição.

A responsável lembrou que o município do Curoca e, outros como do Cuanhama e Namacunde, registam frequentemente período de estiagem, o que tem vindo a originar a escassez de alimentos, uma situação já do domínio do governo e em tempo oportuno tem acudido a população.

Albertina José frisou que as informações falsas sobre caso de pessoas a morrerem por fome surgiram também na localidade de Makuto, município de Namacunde.

Com duas comunas e 25 aldeias, o município do Curoca ocupa uma superfície de sete mil e 998 quilómetros quadrados, localiza-se 333 quilómetros da cidade de Ondjiva, capital da província do Cunene. (Angop)

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