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Faltam vagas em escolas de Luanda a um mês do início do ano letivo de 2018

A um mês do início do ano letivo de 2018, as escolas de Luanda não têm vagas suficientes para tantos candidatos. O problema afeta principalmente as escolas secundárias.

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As escolas de Luanda não têm vagas suficientes para tantos candidatos, problema que afeta sobretudo as secundárias, constatou esta quinta-feira a Lusa numa ronda pelas escolas, onde decorrem inscrições para o ano letivo 2018 no ensino geral.

As aulas arrancam em fevereiro e prolongam-se até dezembro e o processo de inscrição termina já esta sexta-feira, novamente com falta de vagas nas escolas, nomeadamente nos arredores da capital angolana.

Numa ronda efetuada por algumas escolas do Cazenga, um dos municípios mais populosos de Luanda, as direções confirmaram as reduzidas vagas para novos candidatos, lamentando ainda carências de professores.

No liceu 3034 há apenas 100 vagas para mais de 1.000 alunos que já se inscreveram, com o processo de seleção – 10.º ano de escolaridade – a arrancar na segunda-feira, conforme explicou à Lusa o seu diretor-geral, Leopoldino Costa.

“Este ano temos apenas perto de 100 vagas porque vamos ter já as três classes [10.º ao 12.º ano de escolaridade]. Então, só a partir do próximo ano é que prevemos um número maior de vagas, em função da saída dos primeiros estudantes que vão terminar o segundo ciclo”, justificou.

Acrescentou que “infelizmente” a procura “continua maior” do que a oferta, de forma generalizada.

“E estamos sempre a alertar os pais e encarregados de educação para fazerem inscrições noutras escolas”, avisou.

Ciências físicas e biológicas, ciências humanas e artes visuais são os cursos ministrados desde 2016 naquela instituição do ensino médio, com Leopoldino Costa a observar que a idade será um dos critérios na hora de seleção dos novos candidatos.

“Priorizando os alunos que ainda este ano completem 15 anos e que vão frequentar a 10.ª classe, a par da vida académica dos alunos e as notas no certificado”, referiu, admitindo ainda “carências” de professores de disciplinas técnicas, como o desenho e educação física.

Nos últimos dias, e tal como em anos anteriores, voltaram a surgir relatos de cobrança – ilegal – por inscrições em algumas escolas públicas de Luanda, tendo a Polícia Nacional confirmado a detenção, já esta semana, de um subdiretor de um estabelecimento de ensino nos arredores de capital, por esta prática.

Já noutro ponto de Luanda, da escola do primeiro ciclo do ensino secundário 3012, segundo seu diretor-geral, João Manuel, as confirmações internas e inscrições decorrem, numa altura em que está em curso a entrega de certificados para alunos que transitaram para a 9.ª classe.

“Em termos de certificados estamos bem, com cerca de 90% dos alunos que se vão matricular na 9ª classe já despachados”, disse, lamentando, contudo, o processo de confirmações internas que segundo o responsável poderá “condicionar” a entrada de novos alunos.

“Porque temos alunos que mudam de residência, temos alunos que reprovaram e temos experiência que muitos dos que reprovam desistem e de certa forma termos as turmas preenchidas no papel e depois das aulas teremos salas vazias”, explicou.

O resultado, como em várias escolas da capital, por estes dias, são filas de espera e a azáfama de pais e alunos à procura de uma vaga.

Depois das inscrições, o processo de matrículas arranca na segunda-feira e João Manuel lembra que a procura continua ser grande, face à “exiguidade” de vagas.

“A procura é enorme, tendo em conta que aqui na área temos apenas duas escolas do primeiro ciclo, mas vamo-nos ajeitando, para atender a população”, conta.

Em relação ao quadro de professores, a preocupação também reside na falta de docentes, de educação física, motivo que levou aquela instituição a adaptar, nos anos anteriores, professores para esta disciplina.

“Nós recebemos orientações de que os professores de educação física tinham de ser especializados na disciplina, porque os professores que temos estado a trabalhar com eles são adaptados a espera de uma resposta dos nossos superiores”, observou. (Observador)

por Lusa

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