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Faltam até macas nos hospitais da Huíla

A falta de medicamentos, material gastável e até de macas para transporte de doentes agravou-se nos últimos meses, associada a degradação que pode forçar o encerramento de algumas unidades sanitárias da província da Huíla, com destaque para a maior unidade da região Sul, o hospital "Agostinho Neto".

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A preocupação foi apresentada hoje, sexta-feira, na cidade do Lubango, pelo director do gabinete provincial de saúde, Eleutério Hivilikwa, durante um encontro com o governador Marcelino Tyipinge, tendo apontado o hospital “Agostinho Neto” e maternidade “Irene Neto”, como os que estão com a situação mais crítica e carecem, por isso, de uma intervenção urgente.

Referiu que o hospital central do Lubango, que apesar de unidade orçamentada, vive uma série de carências que precisam ser atendidas com urgência, desde a falta de macas, avarias dos elevadores, mau estado do material do bloco operatório (encerrado), área de esterilização, lavandaria e a falta de medicamentos e material gastável, como resultado da intermitente dotação do orçamento.

Quanto a Maternidade “Irene Neto”, o gestor fez saber ser uma estrutura que precisa urgentemente de uma reabilitação, pois tem infiltração de água por “toda a parte”, com alguns quartos de banho que não funcionam, criando constrangimentos graves tanto aos pacientes como para os enfermeiros.

“Tem uma área de neonatologia com um índice de morte elevado, devido também a carência de alguns aparelhos necessários e medicamentos específicos para crianças, que são as vezes prematuras, pois a criança nasce com 32 semanas ou menos e há necessidade para assegurar o seu desenvolvimento, mas não temos as condições”, lamentou.

Por sua vez, o governador da Huíla, João Marcelino Tyipinge, reconheceu as dificuldades que o sector da saúde tem e garante minimização do problema com recursos financeiros do Orçamento Geral do Estado (OGE) a serem disponibilizados para a província.

“Sabemos que o sector tem problemas variados, alguns estão na nossa capacidade de solução, outros não, os profissionais da área têm feito um esforço muito grande nesse período que estamos a viver, da falta de recursos a nível geral dos principais hospitais e dos municípios, pois temos gritos de alerta da situação que não está boa, achamos que precisamos encontrar um plano de acção estratégica”, disse.

A rede sanitária da província da Huíla é constituída por mais de mil unidades, entre elas 16 de referência, como essas duas unidades, hospitais municipais, centros médicos e postos de saúde. (Angop)

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