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Angolanos perderam metade do poder de compra desde o início da crise financeira

O orçamento das famílias está cada vez mais apertado, com os indicadores a apontarem para uma queda de 48%, nos últimos quatro anos, apesar do reajuste salarial feito em Julho de 2017. Só no ano passado, estima-se que os angolanos perderam 20,8%, tendo em conta o salário mínimo com base na inflação anual de 26,3%.

Os trabalhadores que auferem o salário mínimo viram o seu poder de compra cair 48% desde o início da crise, em 2014, de acordo com cálculos do Expansão.

Entre Julho de 2014, mês a seguir ao início da crise, e Dezembro do ano passado, o salário mínimo nacional no sector da agricultura (o mais baixo dos salários mínimos) apenas aumentou 10%, passando de 15.003 Kz para 16.503,3 Kz. Os restantes dois sectores dos salários mínimos nacionais (transportes, serviço e indústria transformadora; comércio e indústria extractiva) também viram aumentos na mesma percentagem.

Como os preços em Luanda aumentaram 111,4% desde 2014, de acordo com cálculos do Expansão sobre o Índice de Preços no Consumidor do Instituto Nacional de Estatística (INE), os trabalhadores que recebem salário mínimo nacional viram o seu poder de comprar cair para metade.

Na prática, significa dizer que estes assalariados ficaram mais pobres, sem condições para aumentar o consumo nem fazer poupanças, nos últimos quatro anos, apesar do reajuste salarial no salário mínimo em Julho de 2017. Assim, em Dezembro de 2017, os angolanos que ganham salário mínimo só conseguem comprar 52% dos bens e serviços que compravam em Julho de 2014. (Expansão)

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