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Oposição exige garantias para regressar ao diálogo com Caracas

A oposição venezuelana recusou hoje participar na próxima ronda de negociações com o Governo, marcada para domingo e segunda-feira na República Dominicana, caso o regime de Maduro não ofereça garantias nas eleições presidenciais antecipadas.

Estas eleições deverão decorrer na Venezuela antes de maio, de acordo com uma decisão desta semana da Assembleia Nacional Constituinte, totalmente composta por chavistas, que deixou o diálogo em curso perto da rutura definitiva.

O Presidente da República Dominicana, Danilo Medina, anunciou esta quinta-feira, na cidade suíça de Davos, onde participa no Fórum Económico Mundial, que os encontros entre as duas partes serão retomados nos próximos dias 28 e 29.

“Se o Governo não estiver disposto a avançar e não enviar sinais de querer dar garantias eleitorais e, pelo contrário, convoca antecipadamente eleições (…) não será possível ir ao seu país”, disse o representante da oposição nas negociações, Luis Florido, através de uma mensagem no Twitter, em que agradeceu “sinceramente” o esforço de Medina para colocar à mesa as duas partes.

A convocação de eleições presidenciais numa data consensualizada é uma das exigências da oposição no processo de diálogo, tal como mudanças no Conselho Nacional Eleitoral, de que os opositores desconfiam.

O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, assegurou que a oposição tem “ordem” para se retirar das presidenciais, porque vai perder e “não reconhecer” a sua derrota.

“O imperialismo norte-americano, o Governo dos EUA, a oligarquia bogotana e o Governo corrupto de Espanha deram ordem à oposição para que se retirem do processo eleitoral, porque vão perder, para não reconhecer a sua derrota”, disse Maduro, que já anunciou a sua candidatura às eleições, durante um encontro com apoiantes no centro da capital, Caracas.

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela ordenou hoje ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) que exclua a aliança da oposição Mesa da Unidade Democrática (MUD) do processo de validação de cartões eleitorais, que decorre este fim de semana.

“Ordena-se à CNE a exclusão da MUD do processo de renovação convocado, uma vez que a sua conformação obedece ao agrupamento de diversas organizações políticas já renovadas e outras pendentes de renovação que poderia participar no processo eleitoral de caráter nacional”, decidiu o Supremo venezuelano.

A MUD pretende participar no processo deste fim-de-semana, que se realiza por uma ordem da Assembleia Nacional Constituinte, um organismo não reconhecido pela oposição e por boa parte da comunidade internacional.

Vários dos países mediadores nas negociações a decorrer em Santo Domingo já confirmaram a sua presença na próxima ronda, mas o México mantém-se de fora, depois de ter renunciado a participar no processo após a convocação de eleições antecipadas. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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