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Província do Bengo alberga o 57º aniversário do início da luta armada

O Ministério da Administração do Território e Reforma do Estado escolheu a província do Bengo para realizar as comemorações do 57º aniversário do 4 de Fevereiro, data considerada como a do início da luta armada de libertação nacional, que constitui um marco indelével na história da resistência ao regime colonial-fascista português.

Ao anunciar as comemorações do 04 de Fevereiro para a capital do Bengo, Caxito, a província menos populosa do país, como apenas 351 mil habitantes, o Governo sublinha a importância de comemorar esta data num contexto de “mudança histórica”.

Essa “mudança histórica” que o país atravessa, embora a isso fazer referência, resulta das eleições de 23 de Agosto, que permitiram a chegada ao poder de João Lourenço e dar por terminada a governação de José Eduardo dos Santos ao longo de 38 anos.

“Com particular incidência sobre a liderança do país, essas mudanças ultrapassam o campo essencialmente político, espalhando-se por entre os vários sectores da vida nacional”, explica a nota, salientando que está a ser construído no país “um futuro cada vez mais próximo dos ideais dos percursores da luta pela Independência Nacional”.

O Ministério da Administração do Território e Reforma do Estado informas ainda que as comemorações deste ano vão destacar o exemplo dos “Heróis do 4 de Fevereiro para as novas gerações, motivando-as a participar de forma activa no processo de criação de condições para melhoria da vida da população e para que se atinjam níveis de desenvolvimento que permitam instaurar o bem-estar de todos e consolidar o Estado Democrático e de Direito”.

Um dos outros objectivos, segundo a nota, é “recordar a importância da data, sensibilizar e mobilizar todas as forças vivas do país para o seu empenhamento activo nas tarefas que visam a consolidação da paz, a reconciliação nacional e a reconstrução do País, em todas as suas vertentes”.

A data que terá como lema “Glória Eterna aos Heróis da Pátria” vai ainda reverenciar as personalidades ligadas ao 4 de Fevereiro de 1961 e fortalecer em cada angolano o sentimento patriótico.

O 4 de Fevereiro é um marco essencial na história recente de Angola e é por muitos, mas sem consenso, apontado como o tiro de partida para a luta armada pela independência do país iniciada em 1961.

Neste dia, um grupo alargado de pessoas, cerca de 200, incluindo futuros militantes do MPLA, saíram à rua e protagonizaram, na opinião deste partido, o início da guerra pela libertação, ao atacar a Casa de Reclusão Militar, em Luanda, a Cadeia da 7.ª Esquadra da polícia, a sede dos CTT (correios) e a Emissora Nacional de Angola.

Nos vários quadrantes políticos em Angola não se retira importância a esta data, mas nem todos a encaram como a linha definitiva a partir da qual o regime colonial começou a ser militarmente combatido até à independência do país, a 11 de Novembro de 1975.

Por exemplo, para dois dos partidos que combateram o regime colonial, UNITA e FNLA, há outras datas tão ou mais importantes que o 04 de Fevereiro, como o 15 de Março, que a FNLA aponta como o início dessa luta, graças aos ataques da UPA contra interesses dos colonos, no norte de Angola, enquanto a UNITA sublinha a importância destes dois momentos na história do país mas valoriza também o 25 de Dezembro de 1966, data do primeiro ataque a uma guarnição militar portuguesa organizado pela UNITA.

Todavia, num contexto em que o MPLA manteve o poder desde a independência, em 1975 até hoje, o 04 de Fevereiro ficou oficialmente como a marca no calendário oficial do início do combate ao regime fascista-colonial português. (Novo Jornal Online)

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