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Cimeira de Davos: PR fala hoje sobre “Acelerar o Acesso à Energia em África”

O Presidente da República, João Lourenço, aborda hoje no Fórum Económico Mundial o tema “Acelerar o Acesso à Energia em África”, durante o qual vai partilhar com os 25 Chefes de Estado e de Governo presentes em Davos a experiência de Angola neste domínio.

O Presidente vai falar dos projectos hidroelétricos de­senvolvidos no Médio Kwan­za, nomeadamente, as barra-
gens de Capanda e de Lauca, assim como o de Caculo Ca­baça, que têm como objectivo fornecer energia a milhões de famílias e responder a perguntas dos participantes no painel.

À margem da primeira participação de um Chefe de Estado angolano no Fórum de Davos, o Presidente João Lourenço tem marcado para hoje um encontro como o Primeiro-Ministro português, António Costa, durante o qual vai ser abordado o processo da Justiça portuguesa que envolve o ex-vice-presidente Manuel Vicente.

Em declarações domingo à noite à imprensa angolana em Zurique, o ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, garantiu que as relações com Portugal são insubstituíveis, acreditando num “desfecho favorável” no caso do julgamento, em Lisboa, do ex-vice-Presidente da Re­pública Manuel Vicente, que considerou um “problema interno de Portugal”. “Nós esperamos e acreditamos num desfecho favorável para aquilo que é o nosso entendimento deste caso”, disse.

“No que nos diz respeito, continuamos a acreditar que as autoridades portuguesas, principalmente as autoridades judiciais, acabarão por compreender a nossa razão”, insistiu Manuel Augusto, aludindo à pretensão de ver o processo sobre Manuel Vicente – cujo julgamento arrancou hoje em Lisboa – a transitar para Lu­anda, à luz de acordos internacionais.

O chefe da diplomacia an­golana manifestou a confian­ça em que “este episódio”, que diz ser “visto de diferentes formas”, “não venha a constituir-se num escolho naquilo que é um caminho harmonioso de relações entre os dois países”.

“Que, como nós sempre dissemos, são relações importantes para nós. As relações com Portugal são relações únicas, são relações singulares, são relações que não podem nem devem ser substituídas, porque ligam-nos laços de vários tons e vários níveis. Por isso mesmo, a nossa mensagem é positiva”, disse ainda Manuel Augusto.

João Lourenço e António Costa tiveram o último encontro no dia 29 de Novembro do ano passado, à margem da quinta cimeira entre Áfri­ca e União Europeia, que de­correu em Abidjan, na Costa do Marfim.

Integram a comitiva presidencial, além da Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, o ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, e os ministros das Relações Exteriores, Manuel Augusto, dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, da Economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca, e da Energia e Águas, João Baptista.

Fortes medidas de segurança
Mais de cinco mil soldados suíços estão mobilizados para garantir segurança durante o Fórum Económico Mundial, que começa hoje em Davos com três mil participantes, entre os quais mais de 70 Chefes de Estado e de Governo.
Borge Brende, presidente do Fórum Económico Mundial, anunciou ontem que, como é habitual, o espaço aéreo de Davos fica encerrado durante o encontro.

Com as temperaturas a atingirem os 16 graus negativos, Davos é vista como uma plataforma única para definir a agenda mundial no início de cada ano, já que ao contrário do G20, do G7 e outras cimeiras internacionais, a estância turística dos Alpes suíços não só reúne mais líderes do que qualquer outro fórum, mas também mais de 3 mil participantes do mundo económico, político, social, cultural, académico e científico.

Com mais de 1.900 executivos de empresas, 230 representantes de meios de comunicação, quase 40 líderes culturais, outros tantos de organizações internacionais, 35 empreendedores, 80 jovens talentos, 32 pioneiros tecnológicos e 70 responsáveis de sindicatos, organizações religiosas e da sociedade civil, o Fórum Económico Mundial é um lugar de debate sobre muitos assuntos da actualidade.

Em mais de 400 painéis e sessões de trabalho, os participantes vão debater até sexta-feira como “criar um futuro compartilhado num mundo fracturado”, lema desta 48ª edição, que abre hoje com o discurso do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, como representante da maior democracia do mundo.

A ideia por trás deste tema é fomentar a cooperação entre todos os actores da sociedade, segundo o fundador e director executivo do Fórum Económico Mundial, Klaus Schwab.

Mas não só para fazer frente a conflitos, mas também para procurar soluções comuns a fim de acabar com a discriminação de género, gerar um crescimento e um comércio mais inclusivos, atenuar o efeito da digitalização da indústria sobre os trabalhadores, lutar contra as alterações climáticas e o assédio sexual, combater as ameaças cibernéticas e adaptar-se às novas tecnologias. (Jornal de Angola)

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