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Governador do Bengo pede mais colaboração das Igrejas no combate às doenças

O governador do Bengo, João Bernardo, pediu hoje (segunda-feira), aos líderes de igrejas sediadas na província, uma maior colaboração no combate às doenças, com destaque para a malária, principal causa de morte da população nesta região do país, no final de um encontro.

De acordo com o governante, que falava à imprensa, é necessário que as Igrejas reforcem a mensagem de sensibilização sobre as medidas de higiene, como a lavagem das mãos, o combate aos mosquitos e outros insectos, para diminuir a taxa de incidência da malária na população.

João Miranda frisou que a principal causa do grande número de casos de malária no Bengo é o deficiente saneamento básico nas comunidades, pelo que, doravante, o lixo terá de ser colocado, necessariamente, em locais próprios, em sacos, para evitar a proliferação de mosquitos e de doenças.

“Já há um pacote para a aquisição de contentores. Felizmente, conseguimos algum meio financeiro para isso. Os contentores estão a ser fabricados, aqui mesmo, mas falta-nos o meio para transportá-los para os aterros”, anunciou o governante.

Pediu a colaboração da população na preservação dos contentores, para não acontecer o mesmo que no passado, quando estes foram vandalizados.

“Tivemos experiência com contentores, colocamos e, no dia seguinte, estavam sem rodas. Às vezes, a própria população é quem cria dificuldades, por isso reunimos com os líderes religiosos para nos ajudarem na sensibilização das comunidades”, realçou.

Dados indicam que, em 2017, foram registados na província do Bengo 148 mil e 68 casos de malária, que resultaram em 529 óbitos. Em comparação com o período anterior, houve uma redução de 14 porcento de casos e 40 porcento de óbitos.

A malária representou 68,8 porcento dos 215 mil e 277 casos das principais patologias registadas em 2017 na província, como as doenças respiratórias agudas (11,4 porcento), febre tifóide (5,8 porcento), hipertensão (5,5 porcento), anemia (2,7 porcento), infecção da pele (2,6 porcento), parasitoses intestinais (1,7 porcento) e diabetes (0,2 porcento).

As principais causas de morte na província, em 2017, foram lideradas pela malária, com 529 casos, anemia (42), doenças respiratórias agudas (37), hipertensão (18), diabetes (15), VIH (13), tuberculose (13), má-nutrição (11) e febre tifóide (10).

A rede sanitária da província do Bengo é composta por 93 unidades sanitárias, das quais 91 se encontram em funcionamento. (Angop)

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