Viana realiza marcha em solidariedade aos portadores do VIH

Uma marcha de solidariedade com as pessoas infectadas com o vírus causador da Sida (VIH) realiza-se hoje, sexta-feira (01), na vila sede do município de Viana, em Luanda, sob o lema “Direito à saúde, vamos embora testar”, numa promoção da direcção local da saúde.

Com partida defronte à administração local, os participantes vão percorrer algumas ruas da sede municipal, como a 11 de Novembro, troço da estrada nacional 100, Hoji ya Henda, Regedoria, culminando defronte ao centro de saúde Ana Paula.

Falando à Angop, a propósito dessa iniciativa, a chefe do ponto focal local de combate ao VIH/Sida, Henriqueta Paim, informou que no referido centro estará patente uma exposição retratando os cuidados a ter com a enfermidade, assim como será realizada uma campanha de testagem voluntária.

“Na exposição vamos proceder ainda à distribuição de preservativos e caso se detecte um caso positivo, essa pessoa, além de merecer apoio psicológico, deverá ser encaminhada ao centro de saúde mais próximo da sua residência para iniciar o tratamento”, asseverou.

Adiantou que a nível do município de Viana existem 18 unidades sanitárias disponíveis para o atendimento aos pacientes com VIH/Sida, embora apenas o centro Ana Paula realize o teste CD4, sendo a carga viral diagnosticada apenas no Instituto de Luta Contra a Sida.

“Todas as unidades possuem fármacos para o atendimento gratuito aos pacientes”, garantiu.

Relativamente às mulheres grávidas detectadas com a doença, 678 tiveram resultado positivo entre Janeiro e Junho do corrente ano, de um total de 22 mil 218 testadas nesse período. A responsável disse que elas são assistidas nas respectivas unidades sanitárias até ao parto.

Henriqueta Paim adiantou que a grande maioria das gestantes detectadas com o vírus anda na faixa etária dos 20 aos 30 anos de idade.

“As unidades sanitárias que possuem maternidades ou salas de parto estão equipadas de modo a procederem o corte de transmissão vertical durante o parto”, enfatizou.

Reafirmou que ainda continuam a ser as mulheres a liderar as estatísticas nos testes voluntários, embora reconheça já ter aumentado o número de homens que também fazem voluntariamente o teste.

Quanto a terapia, Henriqueta Paim explicou que existem vários esquemas, em função da situação de cada paciente. “Mas todos os novos casos começam por utilizar uma terapia composta por Tenofovir, Lamivudina e Efavirenz, mas existem esquemas anteriores e para essas pessoas mantemos o esquema inicial”, disse.

Para a marcha de hoje estão mobilizados efectivos dos serviços de bombeiros, serviços prisionais, activistas, escuteiros, funcionários da repartição de saúde, administração municipal e munícipes. (Angop)

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