UE critica processo de “revisão unilateral” da Constituição no Burundi

O processo unilateral de revisão da Constituição iniciado pelo Governo do Burundi só vai comprometer o fim da crise em que o país está mergulhado desde a eleição do Presidente Pierre Nkurunziza para um terceiro mandato, em violação do Acordo de Arusha, indica um comunicado do Serviço Europeu para Ação Externa (SEAE).

Após o fracasso da mediação organizada em Arusha pela Comunidade dos Estados da África Oriental (EAC), para uma saída da crise no Burundi, a União Europeia (UE) pede o relançamento do diálogo político interburundês, como “única via possível para estabelecer uma solução duradoura à crise “, indica a nota do SEAE enviada sexta-feira à imprensa, em Bruxelas.

Para a UE, a abertura dum processo de revisão constitucional unilateralmente, pelo Governo, envolve vários riscos e “está em contramão dos esforços de concertação e poderá levar ao abandono das principais disposições-chaves do Acordo de Paz de Arusha, que continua hoje o principal instrumento capaz de levar à paz e à estabilidade no Burundi e na região”.

No seu comunicado , a União Europeia reitera o seu pleno apoio à mediação liderada pelo ex-Presidente tanzaniano e a atual facilitador, Benjamin Mkapa. (Panapress)

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