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Trump vê China e Rússia como “potências rivais apostadas em minar” os EUA

A primeira Estratégia de Segurança Nacional desde que Donald Trump chegou à Casa Branca foi apresentada esta segunda-feira e descreve a China e a Rússia como duas “potências rivais”, apostadas em “minar” a economia e a segurança norte-americanas.

No mesmo documento pode ler-se que estes dois países estão “determinados em tornar as economias menos livres e menos justas, em reforçar os seus exércitos, em controlar informação e dados para reprimir as suas sociedades e expandir a sua influência”.

É verdade que durante a campanha eleitoral Trump acusou diversas vezes a China de manipulação económica e de práticas comerciais desleais. No entanto, e depois de em abril ter recebido o presidente chinês Xi Jinping na sua residência privada em Mar-a-Lago, na Florida, esperar-se-ia uma aproximação entre os países — nomeadamente para travar conjuntamente o programa nuclear da Coreia do Norte.

No documento é referido ainda que os Estados Unidos “vão deixar de fazer vista grossa às violações, à batota e à agressão económica” em relação à China e à Rússia. No entanto, prosseguem as investigações sobre alegadas interferências da Rússia na campanha eleitoral americana a favor de Trump, algo que o Presidente nega.

“A China e a Rússia querem criar um mundo que seja a antítese dos valores e interesses dos Estados Unidos”, acrescenta-se no documento. A doutrina de Trump sustenta que os Estados Unidos devem lutar em todas as frentes para proteger e defender a soberania norte-americana de amigos e inimigos.

Em relação à Estratégia de Segurança Nacional do antecessor Barack Obama, além desta tomada de posição mais “agressiva” em relação à China e à Rússia, salta também à vista o facto de as alterações climáticas deixarem de estar listadas como “ameaças”.

A decisão acaba por não ser surpreendente, uma vez que a administração de Donald Trump resolveu abandonar o acordo de Paris. Na Estratégia de Segurança Nacional, Trump promete “contrariar a agenda energética anti-crescimento”, não tencionando os Estados Unidos reduzir o consumo s combustíveis fósseis.

A estratégia do Presidente norte-americano concentra-se em quatro assuntos principais: proteger a pátria, promover a prosperidade americana, demonstrar a paz através da força e promover a influência americana num mundo sempre competitivo. (Observador)

por Tiago Palma

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