Notícias de Angola - Toda a informação sobre Angola, notícias, desporto, amizade, imóveis, mulher, saúde, classificados, auto, musica, videos, turismo, leilões, fotos

Trabalhadores dizem que proposta para rescisões na TACV não tem base negocial

Os trabalhadores da transportadora aérea cabo-verdiana TACV consideraram que a proposta da empresa para pré-reforma e rescisões por mútuo acordo não tem base que permita negociar e vão apresentar uma contraproposta.

A informação foi avançada na quarta-feira à noite à imprensa por Carlos Lopes, secretário permanente do Sindicato de Indústria, Transportes, Telecomunicações, Hotelaria e Turismo (SITHUR), após uma reunião, na cidade da Praia, com trabalhadores da TACV.

A companhia pública de aviação está a ser reestruturada, tendo o Governo cedido a exclusividade dos voos domésticos à Binter CV e a gestão da parte internacional ao grupo islandês Icelandair, um processo que vai implicar despedimentos de mais de 200 trabalhadores.

Carlos Lopes informou que a reunião foi realizada na sequência da divulgação pela administração da TACV de um programa de pré-reforma e de rescisão do contrato por mútuo acordo dos trabalhadores da empresa.

O sindicalista afirmou que os trabalhadores discordam da proposta apresentada pela administração, porque não há uma base para começarem a negociar.

“Os trabalhadores ficaram sem uma base para reagirem e fazerem qualquer contraproposta à empresa. A primeira coisa que vamos exigir é que a empresa apresente uma proposta de base para os trabalhadores se poderem posicionar”, sustentou Carlos Lopes.

Em relação à pré-reforma, “os trabalhadores discordam da proposta apresentada pela empresa porque há uma série de diferenciação em função das idades, quer dos homens quer das mulheres”, indicou.

O secretário permanente disse que o SITHUR, que representa maior parte dos trabalhadores da empresa, tem uma reunião com a administração na próxima semana e vai levar propostas e sugestões “um pouco diferentes”, que foram avançadas pelos trabalhadores de vários setores da empresa que participaram na reunião, mas que não falaram à imprensa.

Carlos Lopes disse que a administração deu até sexta-feira para os trabalhadores apresentarem as suas candidaturas, mas o sindicato pediu a prorrogação do prazo por mais uma semana para ponderarem e “apresentarem uma proposta em consciência”.

Em relação às indemnizações, o sindicalista salientou que a empresa “não está a abrir o jogo” quanto à base legal para o cálculo, mas lembrou que o Código Laboral regulamenta o despedimento coletivo, pelo que é preciso haver fundamentos de ordem financeira, económica, tecnológicas e outras para isso acontecer.

Sobre o facto de o Governo ter anunciado que já tem uma verba de 13,3 milhões de euros para o pagamento das indemnizações, Carlos Lopes disse que já questionou o ministro da Economia, José Gonçalves, em que base foram feitos os cálculos e como determinaram que o valor é suficiente.

Relativamente à reunião que durou cerca de duas horas, Carlos Lopes avançou que os trabalhadores da TACV manifestaram estar numa situação de “grande desgaste”, de “inquietação quanto ao futuro” e de “tortura psicológica” com o arrastar desta situação. (Diário de Notícias)

por Lusa

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Translate »