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Sonangol Logística reitera asseguramento no fornecimento de combustível

A Sonangol Logística garantiu neste domingo ter aumentado a disponibilidade de combustível para todo o país, de 12 mil metros cúbicos/dia para 14 mil metros cúbicos/dia, de modo a dar resposta ao aumento do consumo de gasóleo e gasolina nesta altura do ano.

Apesar de constrangimentos que se verificam em algumas províncias, o fornecimento de combustível, principalmente a gasolina e o gasóleo, aos distribuidores e revendedores de todo país segue o seu ciclo normal durante e após a quadra festiva, nesta época em que se regista o aumento da procura destes produtos.

A garantia foi dada domingo, em Luanda, pelo director comercial da Sonangol Logística, Dionísio da Rocha Júnior, tendo assegurado a existência da disponibilidade total de combustível para satisfazer a demanda do país, sem constrangimentos maiores.

“Nós atendemos o mercado nacional com 60 porcento para o gasóleo, 35% gasolina e cinco porcento de outros de derivados do petróleo, como o Jeta1”, afirmou.

Disse que em situação normal, o país necessitava de cerca de 12 mil metros cúbicos de combustível/dia, mas actualmente a Sonangol fez um acréscimo de 14 mil metros cúbicos para salvaguardar as necessidades dos consumidores.

“A nossa disponibilidade é total para satisfazer a procura dos principais distribuidores como a Sonangol Distribuidora, Pumangol, Sonangalp, bem como os retalhistas e o sector industrial (Prodel), que é o principal consumidor de gasóleo”, acrescentou.

Realçou que a Sonangol Logística recebe aproximadamente 70% de combustível importado e cerca de 26 porcento da Refinaria de Luanda e o restante da Cabinda Gulf Oil Campany (Cabgoc), em Cabinda.

Em declarações à imprensa, no final de uma visita de constatação nas instalações da Boa Vista 1 da Sonangol Logística, o responsável referiu que o processo do fornecimento normal de combustível em todo país vai continuar, no sentido de evitar a escassez deste produto nos postos de abastecimento.

Esclareceu que a escassez de combustível nos postos de abastecimento do país, registado nas últimas semanas, derivou de alguns constrangimentos nos pagamentos com os fornecedores externos, que provocou atrasos no fornecimento aos distribuidores.

“Em nenhum momento tivemos falta de combustível no país, mas alguns problemas administrativos e o mau estado das estradas, tendo em conta a época chuvosa, têm provocado o atraso na distribuição”, justificou.

Diante deste cenário, prosseguiu, o conselho de administração da Sonangol E.P. teve que negociar com os principais parceiros, designadamente, a banca e fornecedores de combustível, que resultou no asseguramento do fornecimento deste produto em todo território nacional, salvaguardando os interesses dos cidadãos.

Afirmou que nas últimas quatro semanas a Sonangol se sentiu forçada a fornecer no mercado nacional o triplo do produto habitual em situação normal, por causa da escassez de combustível que se registou em todo país.

Ressaltou ainda que muitas vezes, a falta de combustível nas bombas resulta do uso indevido ou açambarcamento deste produto por parte de alguns cidadãos, que têm adquirido grandes quantidades de combustível para especularem os preços nas situações de défice no fornecimento.

Para pôr cobro a esta situação, disse que a Sonangol tem trabalhado com as forças de segurança do país.

Diariamente, cerca de 250 caminhões das distribuidoras abastecem nas instalações da Boa Vista 1 da Sonangol Logística, que dispõe de 37 mil metros cúbicos de armazenamento de gasóleo e gasolina, bem como possui 10 postos de abastecimento.

Além destas instalações, a província de Luanda conta também com o ponto de armazenamento e abastecimento da Boa Vista 5, onde se encontra o Jeta 1, combustível usado nos aviões e outra instalações do terminal marítimo (Tmar), onde armazena óleo para produção de lubrificantes.

As províncias do Bengo, Lunda Norte e Lunda Sul são as únicas do país que não têm instalações de combustível, por estarem próximas das províncias com maior capacidade para responder a demanda destas regiões.

Para constatar a estabilidade do fornecimento de combustível, a nossa equipa de reportagem fez uma ronda em alguns pontos da cidade capital, onde o cenário era calmo e decorria o abastecimento normal das viaturas, sem longas filas.

No posto de abastecimento da Fortaleza, o automobilista José Afonso referiu há quatro dias que já não enfrenta longas filas para abastecer a sua viatura, tendo reconhecido que a situação registou melhorias significativas.

Para o bombeiro abastecedor das bombas da Fortaleza, Isaac Feliciano, este posto de abastecimento tem combustível suficiente para atender de forma regular os automobilistas.

A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola – Sonangol E.P. garantiu, na sexta-feira passada, em Luanda, não existir falta de combustível no país e que está assegurada, para o período da quadra festiva, o abastecimento deste ao mercado nacional.

Em comunicado de imprensa, a concessionária nacional admite registarem-se alguns atrasos na descarga de combustíveis nos portos nacionais, devido a pequenos constrangimentos nos pagamentos aos fornecedores externos. (Angop)

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