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Sindicato dos enfermeiros suspende consultas nas unidades sanitárias de Luanda

As consultas efectuadas pelos enfermeiros nos centros médicos, postos de saúde, públicos e privados, na província de Luanda, foram suspensas desde quinta-feira pelo Sindicato dos Técnicos de Enfermagem da província de Luanda (SINTENFL).

Os profissionais de enfermagem reivindicam, desde 2012, o pagamento dos serviços prestados nas unidades sanitárias, nas ausências dos médicos.

Em declarações à imprensa, depois de um encontro com governador de Luanda, Adriano Mendes de Carvalho, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, o secretário-geral adjunto do SINTENFL, António Afonso Kileba, disse que concluíram que devem efectuar o trabalho vocacionado ao enfermeiro e não a parte dos médicos.

Referiu que os enfermeiros vão continuar a cumprir com a deliberação, não praticando actos médicos, tais como prescrever consultas e receitas aos doentes, mas sim o exercício de enfermagem, que consiste na avaliação dos sinais vitais, e aplicação dos medicamentos, conforme a prescrição médica.

António Kileba salientou que enquanto perdurar a situação, vão em assembleia de trabalhadores que acontece na próxima semana, onde vai estar representado o governo, analisar os pontos constantes na acta de negociação, no sentido de encontrarem a solução para o processo.

Em 2012, o Sindicato apresentou um caderno reivindicativo ao Gabinete Provincial da Saúde de Luanda, reclamando subsídios pelo trabalho acrescido prestado, que faz parte da acção médica.

Sendo a enfermagem, no país, estratificada, os técnicos de enfermagem, de acordo com o Decreto, reclamam que há acções que não devem exercer, mas por falta de médicos em algumas unidades o fazem, sem contudo serem remunerados.

A revogação do Decreto vai salvaguardar os profissionais de enfermagem, porque sem o mesmo os técnicos ou auxiliares estão a prescrever à margem da lei. (Angop)

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