Secretário-geral da Renamo diz que negociações para a paz definitiva deviam evoluir mais rapidamente

O secretário-geral da Renamo, principal partido da oposição em Moçambique, Manuel Bissopo, considerou hoje que as negociações para um acordo de paz final entre este partido e o Governo deviam evoluir mais rapidamente, manifestando, contudo, esperança num entendimento.

“Eu, como membro da Renamo e como secretário-geral da Renamo, sinto que as coisas deviam ter uma velocidade um pouco mais satisfatória para termos uma paz definitivamente efetiva”, declarou Manuel Bissopo, em declarações aos jornalistas, no final de um encontro com os membros do partido.

O secretário-geral da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) disse que o país deve confiar na liderança do presidente do partido, Afonso Dhlakama, e do Presidente da República, Filipe Nyusi, nas negociações para uma paz definitiva.

“Temos que confiar nas lideranças, estão a trabalhar, esperemos, nos próximos dias, que tenhamos um desfecho sobre a descentralização e a questão da defesa e segurança”, acrescentou Manuel Bissopo.

Apesar de Afonso Dhlakama e Filipe Nyusi terem reiterado em vários momentos que até ao final deste ano a Renamo e o Governo chegariam a acordo sobre as matérias que as duas partes estão a negociar para um entendimento final, a Assembleia da República encerrou na semana passada sem que nenhum documento referente às negociações tenha dado entrada.

Governo e Renamo estão a negociar um pacote legislativo sobre descentralização, que introduza a eleição direta de governadores provinciais e não a sua nomeação, como acontece atualmente.

O desarmamento do braço armado da Renamo e sua desmobilização ou integração nas Forças de Defesa e Segurança moçambicanas é outro dos pontos da agenda das negociações.

Apesar de o Governo da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), partido no poder desde a independência em 1975, e a Renamo terem assinado o Acordo Geral de Paz de 1992, que pôs fim a 16 anos de guerra civil, as duas partes têm voltado sistematicamente a confrontar-se militarmente, depois de cada ciclo eleitoral.

A Renamo nunca aceitou a derrota em eleições, acusando a Frelimo de fraude, levando a litígios eleitorais que resultam em confrontos armados. (Diário de Notícias)

por Lusa

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