Psicólogo defende diálogo constante para a redução da gravidez precoce

A presença significativa dos pais no seio familiar, baseada no diálogo constante e a valorização do potencial de cada filho, é um aspecto fundamental que contribui na redução de casos de gravidezes precoces na sociedade, defendeu hoje (quarta-feira), nesta cidade, o psicólogo clínico Veloso Paciência Dala.

Ao falar durante a dissertação de uma palestra sobre a “Gravidez na adolescência, causas e consequências”, o psicólogo precisou que a capacidade reprodutiva precoce, estilo de vida, casamentos prematuros impostos pelos pais, amadurecimento sexual acelerado, estímulos dos médias e a falta de diálogo são também aspectos que concorrem para a gravidez na adolescência, por isso urge os pais e encarregados de educação dialogar sempre sobre essas matérias.

Veloso Dala sublinhou que as famílias devem aproveitar o potencial dos seus membros especializados nas áreas de medicina, sociologia, psicologia e outras, para manter frequentemente abordagens profundas sobre sexualidade, de forma a fornecer informações actualizadas aos adolescentes e as vias de prevenção dos seus efeitos negativos.

Precisou que durante o processo de educação, os pais devem considerar a hierarquia de integração dos filhos, enquanto seres propensos a globalidade biológica, psicológica e social, de formas a ter uma elevação científica que os ajude a discernir as coisas.

A palestra foi promovida pela Direccão Provincial da Família e Promoção da Mulher, no quadro da campanha dos 16 dias de activismo contra a violência contra a mulher, que decorre sob o lema “Da paz no lar à paz no mundo: Juntos para uma educação segura na prevenção e no combate à gravidez e casamento precoces e à violência doméstica”.

O evento foi dirigido a membros das direcções da justiça e dos direitos humanos, da assistência e reinserção social, bem como a religioso e representantes da sociedade civil.

A gravidez precoce é aquela que acontece antes do amadurecimento fisiológico, psicológico e social, concorrendo para a baixa auto-estima, depressão, isolamento, abandono escolar, bem como dificuldades de adaptação dentro do grupo de amigos e no seio familiar.

A decorrer até ao dia 16 deste mês, a jornada de activismo contra à violência a mulher reserva a realização de mais palestras, incluindo sobre o VIH/Sida. (Angop)

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