Professores reclamam condições

A dois meses do arranque do ano lectivo, a Associação dos Professores de Angola (APA) denuncia a falta de condições laborais nas escolas de Luanda para o início das aulas.

O presidente interino da associação, Inácio Gonga, disse que se regista escassez de carteiras, giz, água corrente, energia eléctrica e material gastável. “Não podemos tapar o sol com a peneira, porque os problemas existem e, se queremos corrigir o que está mal, as escolas devem ter dinheiro para permitir ultrapassar os vários problemas que prejudicam o normal funcionamento, com forte incidência na qualidade de ensino”, disse Inácio Gonga.

Indicado para liderar a associação até à realização da Assembleia Geral no próximo ano, Inácio Gonga reprovou a decisão tomada pela Direcção Provincial de Educação de Luanda, que proíbe cobranças de confirmações de matrículas e outros emolumentos nas escolas públicas e espera que o Executivo crie as condições para o arranque das aulas.

Em declarações aos jornalistas, Inácio Gonga, que também é o chefe da secção da Educação do município de Talatona, sublinhou que o dinheiro que é cobrado nas escolas serve para criar outras condições importantes, devido à falta de alocação de recursos financeiros aos estabelecimentos de ensino por parte do Estado. A falta de regulamentação da comparticipação dos encarregados de educação, segundo o responsável associativo, contribui para que as escolas tenham condições dramáticas. (Jornal de Angola)

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